Do sinistro à prevenção: o futuro dos seguros em debate na terceira Forbes Session

É no momento do sinistro que a promessa de uma seguradora é verdadeiramente posta à prova. Rapidez, eficiência e capacidade de resposta contam, mas também confiança, transparência e proximidade com o cliente. Num setor em profunda transformação, esta área deixou por isso de ser encarada apenas como uma função operacional para assumir um lugar cada…
ebenhack/AP
Fraude, inteligência artificial e novos modelos de gestão de sinistros vão estar no centro da terceira Forbes Session - A Blueprint by Forbes Lab, que se realiza no dia 29. Em parceria com a NAU21, a sessão reúne responsáveis de quatro empresas do setor para debater o impacto da tecnologia, dos dados e da automatização no presente e no futuro das seguradoras
Forbes LAB

É no momento do sinistro que a promessa de uma seguradora é verdadeiramente posta à prova. Rapidez, eficiência e capacidade de resposta contam, mas também confiança, transparência e proximidade com o cliente. Num setor em profunda transformação, esta área deixou por isso de ser encarada apenas como uma função operacional para assumir um lugar cada vez mais estratégico dentro das organizações.

É a partir deste ponto que arranca a terceira Forbes Session – A Blueprint by Forbes Lab, dedicada ao tema “Reinventing Insurance: Moldar o Futuro da Gestão de Sinistros”, numa parceria com a NAU21. Ao longo de 60 minutos, a conversa irá cruzar diferentes perspetivas sobre as mudanças que estão a redefinir o setor segurador, num contexto marcado pela aceleração tecnológica, por clientes mais exigentes e pelo aparecimento de novos riscos.

À mesa estarão Tiago Venâncio, Executive Board Member da Aegon Santander Seguros; José Gonçalves, CFO da Prevoir; Paulo Padilha, CIO da Real Vida; e Rui Monteiro, CEO da NAU21. Quatro olhares complementares para discutir onde está hoje o setor e, sobretudo, para onde se dirige.

Um dos temas principais desta terceira sessão será a fraude, num momento em que a digitalização está simultaneamente a criar novas ferramentas de combate e a tornar os riscos mais sofisticados. A inteligência artificial permite identificar padrões, analisar grandes volumes de informação e antecipar comportamentos que dificilmente seriam detetados apenas por equipas humanas. Mas pode também ser utilizada por quem procura contornar os sistemas de controlo.

A discussão irá, por isso, além da deteção: será possível passar de uma lógica de reação para uma lógica de prevenção? E como fazê-lo sem comprometer a experiência e a confiança dos clientes?

A inteligência artificial e os dados serão outro dos eixos da sessão, com foco em aplicações como automação documental, análise preditiva, machine learning ou assistentes inteligentes. Em debate estarão a maturidade destas soluções, o retorno do investimento e os limites da automatização, mas também tendências que poderão redefinir o setor nos próximos anos, da IA generativa e dos dados em tempo real ao Open Insurance e à personalização.

É aqui que surge uma das questões que promete marcar o debate: será que, no futuro, o verdadeiro valor de uma seguradora deixará de estar em pagar sinistros e passará a estar em evitá-los? A resposta poderá ajudar a perceber se esta transformação representa apenas uma evolução na forma de atuação das seguradoras ou se anuncia uma redefinição mais profunda do seu próprio papel.

Este conteúdo foi produzido em parceria com a NAU21.

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