Do projeto à obra: a visão do grupo RQA para o sector da construção

O Grupo RQA tem vindo a consolidar a sua presença em vários territórios. Quais são hoje as zonas estratégicas onde atuam e porquê? No caso da EDIPRED, Empreiteiro Geral, as áreas geográficas de atuação são essencialmente a zona litoral, área da Grande Lisboa com forte presença em Cascais e Oeiras. Mais a norte, zonas de…
ebenhack/AP
Consolidando uma posição de destaque no panorama da engenharia e construção civil em Portugal, o Grupo RQA registou em 2025 o melhor desempenho de sempre. Formado por um conjunto de empresas dinâmicas que operam de forma complementar — empreiteiro geral, construções metálicas, aluguer de equipamentos e promoção imobiliária — o grupo alicerça a sua estratégia de crescimento na inovação, capacitação técnica e operacional, otimização de recursos e sustentabilidade
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O Grupo RQA tem vindo a consolidar a sua presença em vários territórios. Quais são hoje as zonas estratégicas onde atuam e porquê?

No caso da EDIPRED, Empreiteiro Geral, as áreas geográficas de atuação são essencialmente a zona litoral, área da Grande Lisboa com forte presença em Cascais e Oeiras. Mais a norte, zonas de Caldas da Rainha, Óbidos e Leiria. O tipo de obras executadas por esta empresa são essencialmente edifícios habitacionais unifamiliares e multifamiliares, direcionados a um segmento alto de mercado, com grandes exigências técnicas, de preparação e execução. No caso da RUDE Modular Systems, a empresa de estruturas metálicas, temos obras públicas e particulares realizadas por todo o território nacional.

O Grupo RQA integra várias empresas: EDIPRED, RUDE Modular Systems, RUDE Rent e Fauran. Como se articula o trabalho destas unidades de negócio, no dia a dia?

Cada uma das empresas trabalha de forma independente do grupo. Partilhando entre si apenas os departamentos financeiro, administrativo, jurídico, logística e comunicação. Todas as restantes áreas e equipamentos são independentes. Neste momento, as empresas têm um envolvimento entre si que não representa 20% do volume de faturação do grupo. Significa que estão interligadas e que os departamentos de produção comunicam e se entreajudam, mas não dependem umas das outras.

O setor da construção modular cresce a bom ritmo. Qual tem sido o contributo da RUDE Modular Systems para esta transformação?

A empresa tem tido um crescimento superior a 35% ao ano. Dedica-se essencialmente ao fabrico e instalação de edifícios modulares provisórios. Entre os exemplos de aplicação, podemos falar de salas de aula provisórias para escolas ou creches, ampliações de hospitais, bases de vida, stands para eventos, instalações temporárias para comércio e serviços.

E no caso da Fauran, que expertise acrescenta à cadeia de valor do grupo RQA além do óbvio enquanto promotora imobiliária?

Houve necessidade de criar uma promotora imobiliária pela afluência de parceiros e investidores que pretendiam realizar operações connosco. Muitos dos clientes, com quem vamos trabalhando na EDIPRED, tornam-se investidores em projetos de promoção imobiliária da Fauran ou de outra sociedade, criada para o efeito. Cada vez mais sentimos uma procura por parcerias na área da promoção imobiliária, permitindo aos investidores partilharem o risco e comprometerem mais o empreiteiro na execução da obra, dentro dos prazos estabelecidos. Deste modo, preocupam-se menos com o preço de compra, focando-se mais na qualidade do serviço e na simplificação de processos ao longo do projeto.

A industrialização está no centro da vossa estratégia. Que iniciativas e projetos estão atualmente em desenvolvimento nesta área?

Neste momento acreditamos que a industrialização é o caminho a seguir. Nós já o fazemos para instalações provisórias, apenas necessitamos de mais investimento e tempo para desenvolvermos as soluções adequadas para os edifícios de carácter definitivo. Acabamos de criar um gabinete de projeto e desenvolvimento dentro da RUDE Modular Systems que trabalhará em BIM (Building Information Model) para a preparação e desenvolvimento de edifícios modulares em estrutura metálica e mista. Isto vai permitir-nos a construção em altura de edifícios multifamiliares que, uma vez terminados, serão transportados para o local da obra, já concluídos em mais de 75%.

Com a recente aprovação de incentivos à construção e redução do IVA, a industrialização torna-se ainda mais relevante para acelerar prazos e reduzir custos?

Essencialmente vai permitir escalar. Vai permitir que mais pessoas possam ser proprietárias e vai transmitir confiança às empresas para realizar os investimentos que a industrialização na construção necessita. Contudo, é muito importante que o sector público transfira a responsabilidade de conceção dos projetos para os executantes. Isso iria agilizar e acelerar muito os processos. Neste momento a maior parte dos concursos públicos destinados à construção de habitação contempla um caderno de encargos e projetos com referências e métodos construtivos “pré-históricos”. Não existe mão de obra disponível para executar estas obras, do modo como solicitam. A solução passa por confiar nas empresas e na sua capacidade técnica, para serem estas a desenvolver os projetos. Não existem métodos construtivos melhores ou piores. Existe legislação que tem de ser cumprida.

Como imagina o futuro da engenharia e construção civil nos próximos 10 anos, até 2035?

Imagino um sector moderno, mais exigente nas características técnicas, nomeadamente na obtenção de conforto térmico e acústico para quem irá utilizar os espaços. Acredito que o trabalho de engenharia será muito facilitado com o auxílio de softwares com IA que irão permitir executar as medições e modelação 3D dos edifícios automaticamente, sem termos de ter equipas de inúmeros elementos a efetuar esse trabalho. Será ainda uma grande vantagem para os licenciamentos e aprovação dos projetos junto das Câmaras Municipais. Prevejo ainda uma situação perigosa, relacionada com a arquitetura dos edifícios pela escassez de mão de obra qualificada, que pode obrigar as empresas a “fugir” de obras mais complexas de executar, privilegiando os edifícios mais “standard” e inevitavelmente uma oferta mais pobre a nível arquitetónico.

Este conteúdo foi produzido em parceria com a RQA.

 

 

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