Dia Mundial do Consumidor: Cerca de 68% dos portugueses comparam preços antes da compra

Assinala-se hoje, 15 de março, o Dia Mundial do Consumidor, uma data instituída em 1962 por J.F. Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, para alertar para os direitos dos consumidores. Foi a propósito deste dia que a ConsumerChoice divulgou os resultados do seu mais recente estudo sobre as tendências de consumo dos portugueses, que revela…
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Inquérito da ConsumerChoice mostra que os consumidores portugueses estão mais ponderados e informados, refletindo um perfil cada vez mais consciente do impacto das suas escolhas no orçamento. Kuanto Kusta enumera alguns direitos do consumidor nas compras online.
Economia

Assinala-se hoje, 15 de março, o Dia Mundial do Consumidor, uma data instituída em 1962 por J.F. Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, para alertar para os direitos dos consumidores. Foi a propósito deste dia que a ConsumerChoice divulgou os resultados do seu mais recente estudo sobre as tendências de consumo dos portugueses, que revela que 68% dos portugueses se preocupam em comprar preços habitualmente. Segundo os resultados deste inquérito, 25% dos consumidores questionados comparam sempre os preços antes de comprar algum produto e 43% fazem essa comparação frequentemente. Cerca de 25% dos consumidores responderam que apenas às vezes. A ConsumerChoice refere que estes resultados indicam uma clara tendência para decisões de compra mais ponderadas e informadas, refletindo um perfil de consumidor cada vez mais consciente do impacto das suas escolhas no orçamento.

A consultora refere ainda que o processo de processo de comparação de preços é relativamente rápido, já que 41% dos participantes demora entre 10 e 30 minutos e 31% gasta menos de 10 minutos nessa comparação. Já 13% dos consumidores afirma que o tempo depende do tipo de produto ou serviço que vão comprar e 12% refere que demora entre 30 minutos e uma hora neste processo. Apenas 35 dos inquiridos referem que demoram mais de uma hora a comparar preços.

Os consumidores usam, para isto, diferentes canais, sejam digitais, sejam tradicionais. Os folhetos promocionais são a ferramenta mais utilizada, recolhendo a preferência de cerca de 21% dos inquiridos, seguida da visita às lojas físicas, com 19% das escolhas, tal como os websites de comparação de preços, que recolhem a mesma percentagem de respostas. Websites das marcas e dos retalhistas, recomendações e familiares e amigos e redes sociais, são as formas seguintes de comparação de preços. Em resumo, a ConsumerChoice refere que, apesar da crescente digitalização do consumo, os canais tradicionais continuam a ter um papel relevante na comparação de preços.

A ConsumerChoice refere que estes resultados indicam uma clara tendência para decisões de compra mais ponderadas e informadas, refletindo um perfil de consumidor cada vez mais consciente do impacto das suas escolhas no orçamento.

No mesmo inquérito, foi possível aferir o que os consumidores sentem em relação ao seu poder de compra, sendo que 43% dos inquiridos referem que se manteve estável nos últimos meses (ainda não foi tido aqui em conta o fator guerra no Médio Oriente). Porém, 32% entendem que este diminuiu, dos quais 6% dizem ter sido uma diminuição significativa.

As principais categorias de consumo são a Alimentação e Bens Essenciais, com 25%, das respostas, a Energia, que recolhe 16%, a Saúde e Bem-estar com 15% e o Vestuário e Calçado, com 13% e os Transportes com 8%. Tecnologia, Viagens e Lazer e Serviços Financeiros, são as categorias seguintes embora com menos peso no consumo. As maiores diminuições de consumo foram, para os participantes neste inquérito, o Vestuário e Calçado, que caiu 23%), as Viagens e Lazer, categoria que perdeu 20% do consumo e a Tecnologia com menos 18%.

Kuanto Kusta alerta para direitos nas compras online

Foi precisamente para apoiar os consumidores nesta comparação de preços, que surgiu, em 2005, o comparador de preços e Marketplace Kuanto Kusta, que reúne hoje mais de 1.300 lojas e milhões de produtos. Plataformas como esta ajudam na comparação de preços, com acesso a avaliações de outros utilizadores, permitindo até a compra na própria plataforma.

Foi também no âmbito do Dia Mundial do Consumidor que esta plataforma alerta para os direitos dos consumidores nas compras online, e avança algumas estratégicas para uma experiência bem-sucedida. A Kuanto Kusta refere, em comunicado que, os consumidores portugueses mostram-se cada vez mais informados e em busca das melhores oportunidades: procuram preços competitivos, consultam avaliações de outros utilizadores e fazem pesquisas antes de comprar, seja online ou em lojas físicas.

“Hoje, os consumidores portugueses não compram apenas pelo preço. Investigam, comparam, leem opiniões de outros utilizadores e ponderam antes de tomar decisões”, diz Fábio Faria, da Kuanto Kusta. 

Fábio Faria, head of Partnerships & Business Development do KuantoKusta refere a propósito do tema que “este comportamento híbrido reflete a exigência crescente e a necessidade de confiança nas compras digitais, tornando ainda mais importante que conheçam os seus direitos quando compram online. “E enumera: alguns dos direitos mais importantes incluem o direito de livre resolução, que permite devolver uma compra realizada online no prazo de 14 dias após a receção do produto, e o direito a receber informação clara sobre o produto, o preço final, os custos de envio e as condições de devolução. Ou seja, caso o produto recebido não corresponda ao descrito, o consumidor pode reclamar e solicitar o reembolso.

O marketplace alerta ainda que é fundamental que os consumidores saibam que podem adotar outras estratégias para fazer compras mais inteligentes, estratégias estas que incluem garantir que estão a pagar o melhor preço, sabendo que nem sempre o preço mais baixo no momento é o ideal. “Hoje, os consumidores portugueses não compram apenas pelo preço. Investigam, comparam, leem opiniões de outros utilizadores e ponderam antes de tomar decisões. Este comportamento mais exigente reflete uma procura por segurança e transparência no digital. Conhecer os seus direitos não é apenas uma formalidade: é o que lhes permite avançar com confiança e sentir que as suas escolhas estão protegidas”, afirma ainda Fábio Faria.

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