A Associação Nacional de Surfistas apresentou, na passada quinta-feira, a 16.ª edição da Liga MEO Surf, a 1.ª divisão do surf português. A temporada arranca a 2 de abril, na Figueira da Foz, local que a organização considerou ter acolhido a melhor etapa da época passada devido à qualidade das ondas.
Além do Allianz Figueira Pro (2 a 4 de abril), o campeonato vai contar ainda com mais quatro etapas: ANS Porto Pro (24 a 26 de abril), Allianz Ericeira Pro (22 a 24 de maio), Allianz Ribeira Grande Pro (12 a 14 de junho) e Bom Petisco Peniche Pro (6 a 8 de novembro).
Teresa Bonvalot e Francisco Ordonhas partem com o estatuto de licra amarela, na qualidade de campeões em título. O que ainda não é certo é se Teresa poderá ou não disputar esta prova. A surfista portuguesa ainda está a lutar por um lugar no circuito mundial, onde Yolanda Hopkins e Francisca Veselko já garantiram a qualificação, e caso consiga terá um regime de exclusividade que a impede de competir na Liga MEO Surf.
“Espero que, por bons motivos, não consiga competir este ano na Liga. Espero juntar-me às restantes portuguesas no World Tour. Ainda temos mais uma etapa e vou com tudo. Têm sido meses intensos, com muitas coisas a acontecer, mas a tentar estar o mais presente possível e tentar preparar-me da melhor forma para todas as adversidades e circunstâncias”, disse Teresa Bonvalot, num vídeo divulgado no evento de apresentação.
Já Francisco Ordonhas estava presente no evento: “Os últimos dois anos foram anos muito bons para mim, tenho vindo a evoluir, a ganhar consistência e confiança. Acho que não vai mudar muita coisa este ano, vou com o mesmo mindset que tive nos últimos dois anos. Quero continuar a evoluir, tentar fazer o melhor surf possível e divertir-me também entre todos os campeonatos e treinos”, afirmou.

“Estou bem psicologicamente e sinto-me preparado para fazer mais um ano, sobretudo com o objetivo de tentar revalidar o título, apresentar bom surf e fazer bons heats. Gosto muito de competir em casa, em frente a muitos dos meus amigos e os bons surfistas que temos. É ótimo para evoluirmos e puxarmos uns pelos outros. Estou com muita vontade para começar mais uma temporada da Liga MEO Surf”, acrescentou em comunicado.
Ainda sobre estes dois surfistas, durante o evento foi revelado por Jeremy Flores, ex-top mundial francês, que os campeões nacionais em título foram formalmente convidados a participar no Quiksilver Surf Festival 2026, uma competição especial de grande prestígio internacional, que todos os anos se realiza em setembro em Hossegor, França. Para falar deste evento estava Tiago Pires: “É um evento relativamente recente, tem dois anos, mas que teve um crescimento meteórico. Tentar devolver um bocadinho o espirito um bocado core da nossa tribo, que hoje em dia está um bocadinho mais ofuscado. Mas quem lá foi já percebeu que é um evento que não vive só da competição, vivo muito do lifestyle do surf, que se tem perdido ao longo dos anos e que é isso que a Quicksilver quer devolver a todos”.
Para os juniores nacionais, a novidades será um surf camp em Peniche. Francisco Ordonhas, Jaime Veselko, João Mendonça, Maria Salgado e Lua Escudeiro, na semana de 2 a 7 de Março, vão participar no Surf Camp Better Portugal em Peniche, liderado por Leandro Dora, pai e mentor do campeão mundial em título Yago Dora, e considerado um dos melhores treinadores de surf do mundo.
Francisco Morais também esteve presente no evento de apresentação, onde se mostrou com vontade de juntar um quarto título nacional ao currículo, depois de ter vencido em 2013, 2015 e 2020.

“Adorava, se estiver presente em todas as etapas, que é um objetivo, espero conseguir conciliar com calendário e viagens. Como tudo na vida, aquilo a que me proponho é com um objetivo. Não vou mentir e dizer que vou entrar na Liga MEO para passear ou para brincar, vou com o objetivo de ganhar e fazer bons resultados. Por isso, sim, um quarto título nacional seria especial”, afirmou.
“O meu grande objetivo é manter-me nos Challengers Series e depois, então, requalificar-me para o World Tour. No ano passado essa era a minha grande energia e a minha grande motivação, infelizmente parti o tornozelo. É um novo ano, um novo Frederico, com outro brilho, acho que tem tudo para correr bem. Neste caso, seguir os passos da Yolanda, da Kika e da Teresa. Os pilares delas são os que eu segui a minha vida toda: dedicação, espírito de sacrifício, acreditar e não desistir”, acrescentou.





