Clubes acreditam que Super XV é “mudança de paradigma” para campeonato de râguebi

A delegação da organização do campeonato português de râguebi aos clubes é uma “mudança de paradigma” que vai tornar a competição “mais vendável”, assegurou à Lusa o presidente da Associação Super XV – Rugby Portugal. “É positivo para o râguebi português, é uma mudança de paradigma que nos permite tentar tornar isto [o campeonato português]…
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O Super XV será disputado, em 2026/27, por Benfica, Cascais, Direito, Belenenses, CDUL, São Miguel, Agronomia, Técnico, Académica, CDUP, RC Santarém e AR Setúbal.
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A delegação da organização do campeonato português de râguebi aos clubes é uma “mudança de paradigma” que vai tornar a competição “mais vendável”, assegurou à Lusa o presidente da Associação Super XV – Rugby Portugal.

“É positivo para o râguebi português, é uma mudança de paradigma que nos permite tentar tornar isto [o campeonato português] numa competição mais vendável. Os clubes estão alinhados e motivados”, afirmou Luís Lança de Morais.

A Associação Super XV vai assumir a organização e dar nome ao campeonato português de râguebi a partir desta época, confirmaram os clubes fundadores e a Federação Portuguesa de Rugby (FPR), após assinatura de um protocolo que terá lugar na terça-feira, na sede da FPR, em Lisboa.

O principal escalão competitivo nacional passará a ser denominado Super XV, em vez de Divisão de Honra, e o modelo competitivo volta a sofrer alterações, com o campeão nacional a ser, novamente, apurado através de uma final, após dois anos em que o campeonato não incluiu fases a eliminar.

A criação da associação de clubes, acrescentou Lança de Morais, “resulta de uma visão partilhada de desenvolvimento do râguebi nacional e de valorização da principal competição portuguesa” e de um “diálogo permanente entre os clubes e a FPR”.

“Pretendemos contribuir para um râguebi mais competitivo, mais sustentável, mais atrativo para patrocinadores, adeptos e meios de comunicação, mantendo sempre o respeito pelas competências federativas e pelos valores que caracterizam a nossa modalidade”, apontou o também presidente do Direito.

Nesse sentido, “a competição beneficiará de uma estratégia comercial própria” e está prevista “a integração de um patrocinador principal que dará o ‘naming’ oficial à prova”, adianta a associação, em comunicado.

Os clubes estabeleceram, também, um acordo com um “parceiro tecnológico”, que o presidente Associação Super XV – Rugby Portugal se escusou a adiantar o nome, que vai assegurar “a distribuição e as transmissões dos jogos em ‘streaming’”, bem como a “gestão integral de todos os conteúdos audiovisuais”.

O parceiro será ainda responsável por “ações de comunicação”, de “promoção da competição” e pela bilhética, assegurando “uma gestão centralizada e a valorização do património audiovisual da Super XV”.

Trata-se de uma “dinamização importante para os clubes”, que “não têm tido o desenvolvimento” que o próprio organismo gostaria, anuiu o presidente da FPR.

“Os clubes têm mais possibilidade de fazer isso do que nós, FPR, que estamos mais focados nas seleções e no desenvolvimento”, admitiu Carlos Amado da Silva.

Nesse sentido, o líder federativo acredita que a delegação da organização do campeonato aos clubes pode trazer “mais espetadores, mais jogadores e maior interesse por parte da comunicação social”, o que também pode “ajudar muito” a seleção portuguesa.

“Os ‘lobos’ puxam [pelo râguebi português], mas é preciso que os clubes estejam pujantes e isso pode ajudar-nos muito, porque a modalidade começa a ter mais visibilidade, mais receitas e outro tipo de desenvolvimento desportivo e social”, concluiu Amado da Silva.

O Super XV será disputado, em 2026/27, por Benfica, Cascais, Direito, Belenenses, CDUL, São Miguel, Agronomia, Técnico, Académica, CDUP, RC Santarém e AR Setúbal.

A FPR mantém a tutela da I e II Divisões, o segundo e terceiro escalões competitivos nacionais, respetivamente.

O vencedor da I Divisão em cada época será convidado a integrar o Super XV, por troca com o último classificado.

O campeonato português de râguebi disputa-se desde 1959 sob a alçada da Federação Portuguesa de Râguebi.

O Benfica é o atual campeão nacional, após vencer a Divisão de Honra em 2025/26, colocando um ponto final num ‘jejum’ de 25 anos sem festejar a conquista do principal título da modalidade em Portugal.

Para além do Benfica (10 títulos), todos os anteriores campeões nacionais integram o futuro Super XV: CDUL (20), Direito (12), Belenenses (10), Cascais (seis), Académica (quatro), Técnico (três) e Agronomia (dois).

(LUSA)

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