Cláudia Azevedo, 55 anos, está no encalce de Paula Amorim, apenas a meio ponto da líder, mas ainda assim mantém a segunda posição do ranking. A filha do falecido Belmiro de Azevedo é a mais novas dos três irmãos, mas parece estar para ficar na liderança do maior conglomerado nacional. Na lista das Mulheres Mais Poderosas de 2025 soma 87,5 pontos, segundo os critérios definidos pela Forbes Portugal (ver metodologia em baixo).
Cláudia sucedeu a Paulo Azevedo e a Ângelo Paupério – os dois co-CEO – em 2019 e já deixou a sua marca na liderança do grupo nacional. Para começar, foi a primeira mulher a liderar o negócio que nasceu na região Norte pela mão do conceituado empresário selfmade man, que viu uma oportunidade de criar um grupo a partir de uma empresa industrial, a SONAE – Sociedade Nacional de Estratificados, na qual Belmiro entrara como engenheiro.
Com 87,5 pontos, Cláudia Azevedo aproxima-se rapidamente do primeiro lugar, ocupado há três edições por Paula Amorim. O grupo Sonae tem crescido significativamente sob a liderança daquela de quem se diz ser a mais parecida com o pai, Belmiro de Azevedo.
Hoje os três irmãos partilham as participações acionistas do pai deixadas nas várias empresas do grupo. Segundo a última avaliação da Forbes Portugal, a família detinha uma fortuna de cerca de 2,4 mil milhões de euros, sustentada nas ações das várias subsidiárias da Sonae, em sociedades agrícolas e em imobiliário. O grupo Sonae tem crescido significativamente sob a liderança de Cláudia Azevedo, de quem se diz ser a mais parecida com o pai. Em 2024, o volume de negócios consolidado do grupo atingiu um valor recorde de quase 10 mil milhões de euros, com um crescimento de 18%.
Antes de assumir a liderança do grupo, a executiva, licenciada em Gestão e com um MBA realizado no INSEAD, foi administradora de várias empresas, tendo sido CEO da Sonae Capital e da Sonae Turismo. As suas opções estratégicas na liderança da Sonae parecem estar a dar frutos: o volume de negócios do grupo cresceu 9,9%, em 2024, alcançando mais de 9,9 mil milhões de euros de faturação, em boa parte motivado pelo crescimento das vendas da MC, dona da cadeia de supermercados Continente.
Metodologia usada no ranking das 50 Mulheres Mais Poderosas nos Negócios
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas das quais são retirados mais os nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras. A Forbes Portugal analisou mais de 150 nomes para poder pontuar e chegar assim a uma lista final. No caso de empate, foram atribuídos meios pontos, ou subindo ou descendo em comparação com as pares.
A Forbes Portugal analisou mais de 150 nomes para poder pontuar e chegar assim a uma lista final.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20: Fortuna, pessoal ou familiar; Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista; Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e, por fim, pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresas.