A Fundação Centro Cultural de Belém e o OPART, entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos, anunciaram que a totalidade da receita do concerto solidário “Das Klagende Lied”, dedicado à obra de Gustav Mahler, será entregue à Associação das Filarmónicas do Concelho de Leiria e ao Sport Operário Marinhense. As duas instituições têm uma presença cultural enraizada na região afetada pela Tempestade Kristin e sofreram danos significativos nas suas infraestruturas.
O concerto realiza-se no dia 1 de março, às 17h00, no Grande Auditório do CCB, em Lisboa, e conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Segundo a informação divulgada, a iniciativa pretende contribuir para a recuperação dos espaços e assegurar a continuidade do trabalho cultural desenvolvido por aquelas entidades junto das respetivas comunidades.
O programa percorre diferentes momentos da trajetória criativa de Gustav Mahler, entre o derradeiro gesto sinfónico e as primeiras experiências composicionais. Será interpretado o Adagio da Sinfonia n.º 10 em Fá maior, composto no verão de 1910 e único andamento substancialmente concluído da obra que ficou inacabada devido à morte do compositor.
A segunda parte do concerto é dedicada a “Das Klagende Lied”, obra escrita entre 1878 e 1880. Inspirada no conto “O osso cantor”, dos Irmãos Grimm, a cantata divide-se em três andamentos, “Waldmärchen” (A Lenda da Floresta), “Der Spielmann” (O Menestrel) e “Hochzeitsstück” (Peça Nupcial), e combina solistas, coro e orquestra.
O elenco integra a soprano Sílvia Sequeira, a meio-soprano Maria Luísa de Freitas, o tenor Marco Alves dos Santos e o barítono Job Tomé. A direção musical está a cargo de Graeme Jenkins. Participam ainda o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, cujo maestro titular é Giampaolo Vessella, e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Antes do concerto realiza-se uma conversa prévia com Alexandre Delgado, atividade reservada a portadores de bilhete para o espetáculo.
Com esta iniciativa, a Fundação CCB e o OPART associam a programação artística a uma dimensão solidária, canalizando a receita integral do concerto para apoiar duas estruturas culturais locais cuja atividade foi afetada pelas consequências da Tempestade Kristin.





