Casper Ruud, que hoje foi vencido por Jannik Sinner na final do Italian Open, falou à Forbes sobre a pressão constante do circuito ATP, a disciplina mental exigida pelo ténis moderno e uma nova parceria global com a Mango que reforça a mensagem “Craft Your Own Story”, um conceito que cruza autenticidade, identidade e evolução pessoal.
Numa conversa exclusiva, Ruud falou sobre a evolução do ténis moderno, a importância da força mental, o equilíbrio fora dos courts e a forma como a moda também se tornou uma extensão da sua personalidade.
“O ténis moderno obriga-nos a evoluir em todas as áreas”, explica o atleta, atualmente uma das figuras mais consistentes do circuito mundial. Nos últimos meses, tem trabalhado especialmente a agressividade no fundo do court e o primeiro serviço, procurando “terminar os pontos mais cedo” e assumir maior controlo das trocas de bola.
Especialista em terra batida, superfície onde alcançou alguns dos melhores resultados da carreira, Ruud acredita que a paciência e a inteligência tática continuam a ser decisivas. “Os pontos são mais longos, por isso a consistência é fundamental. O movimento também é muito importante. Saber deslizar e posicionar-se corretamente faz toda a diferença.”
Essa capacidade de manter a calma tornou-se uma das suas imagens de marca. Num desporto em que os jogos podem mudar em segundos, o norueguês revela que a estabilidade emocional é trabalhada quase como uma técnica de jogo. “Nos momentos mais apertados tento focar-me em pequenas rotinas: respirar, preparar o serviço, pensar apenas no ponto seguinte. No ténis, tudo pode mudar muito rápido.”
É precisamente essa combinação entre tranquilidade, consistência e elegância natural que levou a Mango Man a escolhê-lo como embaixador global da marca para a nova campanha Essentials que surge num momento em que a marca espanhola reforça a sua presença internacional no segmento masculino. Desde 2014, a etiqueta tem procurado afastar-se dos códigos clássicos rígidos da moda masculina, apostando numa linguagem mais contemporânea e versátil. Antes de Casper Ruud, nomes como Antoine Griezmann, Gerard Piqué, Zinedine Zidane e Adrien Brody protagonizaram campanhas da marca.
Segundo a marca, Ruud personifica na perfeição o conceito “Craft Your Own Story”, uma mensagem que procura mostrar como a moda pode refletir as diferentes dimensões da identidade contemporânea masculina.
“O que gosto na Mango Man é que o estilo é simples, clássico e confortável. Quando viajamos tanto como no circuito ATP, é importante ter roupa elegante mas fácil de usar. Para mim, foi uma colaboração muito natural”, afirma.
Longe dos excessos associados ao universo do desporto de elite, o tenista assume uma preferência clara por um estilo discreto e sofisticado. “Gosto de peças simples, bem cortadas, calças elegantes, camisas ou casacos leves. Nada demasiado chamativo. Apenas algo natural e descontraído.”
A ligação entre a campanha e a sua própria carreira parece inevitável. Para Ruud, “Craft Your Own Story” traduz exatamente aquilo que viveu ao longo dos últimos anos no circuito profissional.
“Somos responsáveis pela nossa própria jornada. Trabalhamos todos os dias, aprendemos com as derrotas, celebramos as vitórias e, passo a passo, construímos o nosso caminho”, explica. “A minha história tem sido sobre paciência, consistência e evolução contínua. O mais importante é mantermo-nos fiéis a nós próprios.”
Fora dos courts, o desafio é outro: sobreviver física e mentalmente a uma temporada longa e extremamente exigente. Entre treinos, viagens e competição, Ruud valoriza cada vez mais os momentos de pausa. “Recuperação, sono e boas rotinas são essenciais. Mas também é importante desligar do ténis e aproveitar tempo normal com família e amigos.”
Apesar do estatuto global, o norueguês mantém um discurso centrado no trabalho, longe de fórmulas motivacionais fáceis. Quando questionado sobre o conselho que daria aos jovens que sonham chegar ao topo do ténis mundial, a resposta surge sem hesitação: “Perseverança. O ténis tem muitos altos e baixos. É preciso paciência para continuar a trabalhar mesmo quando as coisas não correm bem.”





