Caramulo inaugura exposição temporária. Obras originais foram produzidas no local

O Museu do Caramulo é, possivelmente, mais famoso (ou mais mediático) pelo seu rico acervo automóvel. Porém, esta instituição, gerida pela Fundação Abel e João de Lacerda, tem também um relevante património de arte antiga e de arte moderna e contemporânea. É nesse âmbito que é inaugurada no próximo sábado, dia 11 de Abril, a exposição…
ebenhack/AP
O Museu do Caramulo terá patente, de dia 11 de abril a 8 de agosto, uma exposição temporária “White Box #1: Intervalos”, que está integrada num programa de criação contemporânea que se estenderá até 2028.
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O Museu do Caramulo é, possivelmente, mais famoso (ou mais mediático) pelo seu rico acervo automóvel. Porém, esta instituição, gerida pela Fundação Abel e João de Lacerda, tem também um relevante património de arte antiga e de arte moderna e contemporânea. É nesse âmbito que é inaugurada no próximo sábado, dia 11 de Abril, a exposição temporária “White Box #1: Intervalos”.

Trata-se de uma mostra, que estará patente até 8 de agosto, que assinala a conclusão da primeira de três residências artísticas que compõem o ciclo White Box, um programa de criação contemporânea que se estenderá até 2028.

Com curadoria de José Maçãs de Carvalho, a exposição reúne obras originais de Daniela Krtsch, João Fonte Santa, Fabrizio Matos e Catarina Leitão.

Foto: Pedro Vieira

“Os artistas trabalharam localmente na Serra do Caramulo, numa imersão direta nas coleções do museu para criar peças que estabelecem novas leituras sobre o acervo existente”, refere o museu.

A exposição “White Box #1: Intervalos” estará patente até ao dia 8 de Agosto.

Segundo José Maças de Carvalho, “as peças originais que se apresentam, resultado de um período residencial, operam nos intervalos da linha narrativa da coleção permanente. Nos últimos meses, o Museu do Caramulo instalou-se na memória ativa dos artistas convidados povoando a sua criatividade imaginativa.”

O conceito de “White Box #1: Intervalos” foi buscar inspiração ao imaginário dos antigos Cabinet of Curiosities (Gabinetes de Curiosidades) dos séculos XVI e XVII. “Estes espaços, precursores dos museus modernos, reuniam objetos raros e exóticos num exercício de fascínio e descoberta. É nesse espírito de multiplicidade e curiosidade que a exposição se inscreve, propondo um diálogo entre a criação atual e a história da catalogação artística”, explicam os responsáveis do Museu.

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