A Audi decidiu elevar a fasquia da sua gama SUV. A marca alemã apresentou o novo Q9, um modelo que não só se torna no maior Audi de produção alguma vez lançado, como assume o papel de novo porta-estandarte da marca nos segmentos mais exclusivos do mercado automóvel.
Com 5,31 metros de comprimento, 2,21 metros de largura e uma distância entre eixos de 3,14 metros, o novo Q9 representa uma expansão estratégica da oferta da Audi para um território tradicionalmente ocupado por modelos como o Mercedes-Benz GLS, o BMW X7 ou o Range Rover. É também a primeira vez que a marca atribui o número 9 a um SUV, reservando essa designação para o novo topo da gama.

“O Audi Q9 é o novo modelo de referência do portefólio Audi. Com o nosso primeiro SUV de grandes dimensões, estamos a elevar o posicionamento premium da nossa marca”, afirmou Gernot Döllner, CEO da Audi.
Segundo Gernot Döllner, CEO da Audi, a evolução da indústria automóvel está a transformar os veículos em verdadeiros espaços de vida móveis, uma tendência que a marca procurou materializar neste novo modelo.
O maior Audi de sempre
A dimensão é um dos principais argumentos do Q9. De série, o SUV disponibiliza sete lugares distribuídos por três filas de bancos, embora exista também uma configuração opcional de seis lugares que privilegia o conforto individual dos passageiros da segunda fila.
Nesta versão de seis, o destaque vai para os bancos individuais com regulação elétrica, aquecimento, ventilação e funções de massagem, aproximando a experiência a bordo daquela que normalmente se encontra em veículos de representação.

É a primeira vez que a Audi atribui o número 9 a um SUV, reservando essa designação para o novo topo da gama.
A Audi equipou ainda o Q9 com portas automáticas pela primeira vez. O sistema utiliza sensores para detetar obstáculos durante a abertura ou fecho e permite igualmente o controlo remoto através da aplicação myAudi.
Outro dos elementos que contribuem para a sensação de espaço é o maior teto panorâmico alguma vez instalado num Audi. Com mais de 1,5 metros quadrados de superfície envidraçada, pode abrir parcialmente ou inclinar-se para ventilação, estando disponível uma versão com transparência regulável através de nove segmentos controlados individualmente.

Tecnologia como argumento de diferenciação
A estratégia da Audi para o Q9 passa também pela tecnologia. O modelo estreia as novas luzes traseiras OLED digitais curvas de terceira geração, uma solução que a marca apresenta como uma estreia mundial em veículos de produção.
Os painéis OLED recorrem a vidro ultrafino e acompanham a curvatura da carroçaria, aumentando a visibilidade lateral e permitindo novas possibilidades de personalização das assinaturas luminosas.
O SUV integra igualmente indicadores de mudança de direção projetados no solo, um sistema concebido para aumentar a visibilidade das manobras durante a noite. A iluminação trabalha em conjunto com os sistemas de assistência à condução, sendo capaz de projetar avisos relacionados com mudanças involuntárias de faixa, risco de gelo na estrada ou presença de veículos no ângulo morto.

No habitáculo, a Audi apostou numa abordagem fortemente digital, complementada por um sistema de iluminação ambiente avançado e por um sistema de som Bang & Olufsen 4D com 22 altifalantes e 1.360 watts de potência, capaz de gerar vibrações sincronizadas com a música através dos bancos dianteiros.
Luxo, materiais premium e foco na experiência
A marca alemã procurou reforçar o posicionamento premium do modelo através da escolha de materiais e acabamentos. O Q9 pode ser equipado com revestimentos em lã, microfibra Dinamica, pele Nappa e diversos tipos de madeira natural ou fibra de carbono.

A atenção ao detalhe estende-se também à funcionalidade. A consola central integra carregamento sem fios compatível com o padrão Qi2 para dois smartphones em simultâneo, enquanto as portas USB-C disponibilizam até 100 watts de potência na segunda fila.
A bagageira beneficia de um novo sistema modular de organização, com calhas de alumínio e pontos de fixação ajustáveis para diferentes tipos de carga.
Diesel eletrificado para o lançamento
Numa altura em que muitos fabricantes estão a reduzir a oferta de motores Diesel, a Audi optou por lançar o Q9 com uma motorização V6 TDI de três litros.
O bloco desenvolve 299 cavalos e 630 Nm de binário, recorrendo à tecnologia mild hybrid MHEV plus. O sistema eletrificado integra um gerador capaz de fornecer até 24 cavalos adicionais em determinadas situações, permitindo igualmente pequenos períodos de condução elétrica.

A mecânica inclui ainda um compressor elétrico que reduz o atraso de resposta do turbo e melhora a disponibilidade de binário a baixas rotações.
De série, o Q9 recebe uma caixa automática tiptronic de oito velocidades e tração integral permanente quattro.
Conforto sem esquecer a dinâmica
Apesar das dimensões, a Audi garante que o comportamento dinâmico não foi negligenciado. O SUV está equipado de série com suspensão pneumática adaptativa, que permite variar a altura ao solo até 90 milímetros consoante as necessidades.

Opcionalmente, pode receber direção integral, capaz de esterçar as rodas traseiras até cinco graus. Em velocidades reduzidas, as rodas traseiras viram em sentido contrário às dianteiras para facilitar manobras; em autoestrada, viram no mesmo sentido para reforçar a estabilidade.
O Audi Q9 será produzido na fábrica de Bratislava, na Eslováquia, e ficará disponível para encomenda a partir de setembro de 2026. A marca ainda não revelou os preços.





