A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Este ano, a reconhecida gestora e política nacional, Leonor Beleza, ocupa a segunda posição da categoria de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do ranking de 2026 das Mais Poderosas nos Negócios. Obteve uma avaliação total de 79 pontos, segundo os critérios aplicados pela Forbes Portugal (ver metodologia em baixo). Esta categoria é liderada pela portuguesa Mafalda Duarte, diretora executiva do Fundo Verde para o Clima.
Leonor Beleza continua a ser, aos 77 anos, uma das mulheres mais relevantes na economia nacional. Está desde a sua criação, em 2004, como presidente da Fundação Champalimaud, por escolha do próprio António Champalimaud, que doou 500 milhões de euros para criar a instituição com o nome dos seus pais. É no Centro Champalimaud, em Lisboa, na zona ribeirinha, que desenvolve a sua atividade nas áreas das neurociências e do cancro, através de programas de investigação e da prestação de serviços clínicos. Desenvolve ainda um programa de luta contra a cegueira.
Com uma avaliação de 79 pontos, Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud ocupa a segunda posição da categoria de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Em 2023, Leonor Beleza foi reconhecida pela revista Forbes Portugal com o Prémio My Forbes, um galardão que distingue a carreira da gestora portuguesa. Natural do Porto, é licenciada em Direito e fez a sua carreira sobretudo na área política. Foi Secretária de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Secretária de Estado da Segurança Social e Ministra da Saúde. Estava como presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD quando assumiu o cargo da Fundação Champalimaud, tendo voltado à política ativa em 2024, como vice-presidente do PSD.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





