Anthropic já vale quase 1 bilião de dólares e ultrapassa a OpenAI

A Anthropic anunciou esta quinta-feira uma nova ronda de financiamento, revelando uma avaliação pós-investimento de 965 mil milhões de dólares (828,96 mil milhões de euros), numa operação que contou com investimentos da Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O valor coloca a empresa norte-americana, criadora do chatbot Claude e fundada há cinco anos, entre…
ebenhack/AP
A Anthropic garantiu esta quinta-feira uma avaliação de 965 mil milhões de dólares (828,96 mil milhões de euros) após uma ronda de financiamento Série H de 65 mil milhões de dólares (55,83 mil milhões de euros), ultrapassando a OpenAI como a startup de inteligência artificial mais valiosa do mundo.
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A Anthropic anunciou esta quinta-feira uma nova ronda de financiamento, revelando uma avaliação pós-investimento de 965 mil milhões de dólares (828,96 mil milhões de euros), numa operação que contou com investimentos da Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital.

O valor coloca a empresa norte-americana, criadora do chatbot Claude e fundada há cinco anos, entre as startups mais valiosas do mundo.

A OpenAI tinha angariado 122 mil milhões de dólares (104,78 mil milhões de euros) numa ronda de financiamento em março, elevando a sua avaliação para 730 mil milhões de dólares (626,97 mil milhões de euros), ou 852 mil milhões de dólares (731,75 mil milhões de euros) em termos pós-investimento.

O anúncio coloca agora a Anthropic à frente da OpenAI, fabricante do ChatGPT, tanto em valor de mercado como em faturação.

A Anthropic mais do que duplicou a avaliação alcançada na ronda de financiamento anterior, em fevereiro, quando levantou 30 mil milhões de dólares (25,76 mil milhões de euros) para uma avaliação de 380 mil milhões de dólares (326,37 mil milhões de euros).

Num comunicado, a empresa afirmou esperar que o novo financiamento permita reforçar a investigação em segurança e aumentar a capacidade computacional necessária para responder à crescente procura pelo Claude, o seu principal modelo de IA.

“Este financiamento vai ajudar-nos a servir a procura histórica que estamos a experimentar, a permanecer na fronteira da investigação e colocar a Claude em mais locais”, afirmou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.

A empresa lançou também esta quinta-feira o novo modelo de inteligência artificial Claude Opus 4.8.

Um dado surpreendente é que o domínio do ChatGPT começou a diminuir depois de se ter tornado, há mais de três anos, a aplicação de consumo com crescimento mais rápido da história. A aplicação ChatGPT representou 47% dos downloads globais de aplicações de IA no segundo trimestre de 2026 até agora, disse a SensorTower à Forbes, abaixo dos 67% registados no mesmo período do ano passado. Já o Claude, da Anthropic, representa 14% dos downloads de aplicações de IA no segundo trimestre de 2026, um aumento expressivo face ao 1% registado em cada trimestre do ano passado.

A Anthropic arrecadou mais de 130 mil milhões de dólares (111,65 mil milhões de euros) desde que foi fundada em 2021 por um grupo de antigos executivos da OpenAI, incluindo os irmãos Dario Amodei e Daniela Amodei, ambos com uma fortuna estimada em 7 mil milhões de dólares (6,01 mil milhões de euros).

A empresa revelou que a sua faturação anualizada, uma métrica usada para estimar as receitas anuais de uma companhia, ultrapassou este mês os 47 mil milhões de dólares (40,37 mil milhões de euros). A tecnologia da empresa é utilizada por pessoas e organizações que recorrem ao Claude para escrever código e realizar outras tarefas pessoais e profissionais.

Recentemente, a Anthropic celebrou um acordo com a SpaceX, de Elon Musk, para utilizar o supercomputador “Colossus” da empresa espacial, com o objetivo de “melhorar diretamente a capacidade para os subscritores Claude Pro e Claude Max”.

A Anthropic foi criada por antigos líderes da OpenAI e, juntamente com a OpenAI e a SpaceX, deverá entrar em bolsa em Nova Iorque nos próximos tempos, segundo a Lusa.

As três empresas continuam, contudo, a registar prejuízos, alimentando receios sobre uma eventual bolha especulativa em torno da inteligência artificial.

À medida que cresceu, a Anthropic também se viu envolvida num conflito com o governo norte-americano depois de recusar conceder acesso irrestrito aos seus modelos de IA, alegando preocupações relacionadas com vigilância massiva patrocinada pelo Estado e desenvolvimento automatizado de armas. Mais tarde, o Pentágono classificou a Anthropic como um risco para a cadeia de abastecimento de segurança nacional, uma designação que a empresa está a contestar em tribunal.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé com Lusa também.

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