As ações do Universal Music Group, a maior editora discográfica do mundo, que representa artistas como Taylor Swift e Kendrick Lamar, dispararam na passada terça-feira, depois de a Pershing Square, do bilionário Bill Ackman, ter apresentado uma oferta para adquirir a empresa numa transação no valor de cerca de 64 mil milhões de dólares.
As ações da Universal registaram uma subida de quase 10% poucas horas depois de a Pershing Square, de Ackman, ter anunciado uma oferta para adquirir a grande editora discográfica.
A Pershing Square ofereceu-se para adquirir a Universal — que está cotada na bolsa de valores Euronext de Amesterdão — numa transação que avaliaria a empresa em 30,40 euros por ação e pagaria 9,4 mil milhões de euros em dinheiro aos acionistas.
A transação implicaria a fusão da editora discográfica com a Pershing Square SPARC Holdings e transferiria a cotação principal da Universal da Bolsa de Amesterdão para a Bolsa de Valores de Nova Iorque.
Ackman afirmou que pretende comprar a UMG porque o “preço das suas ações tem estagnado devido a uma combinação de questões que não estão relacionadas com o desempenho do seu negócio musical”, citando o adiamento da cotação da Universal na bolsa de Nova Iorque, a incerteza em torno da participação de 18% do bilionário Vincent Bolloré, a subutilização do seu balanço e as relações com investidores abaixo do ideal, entre outras questões.
O acordo propõe um novo contrato de trabalho e um acordo de remuneração para o CEO da Universal, Lucian Grainge, e Ackman afirmou que o conselho de administração seria “renovado” para incluir Michael Ovitz, cofundador e antigo presidente da Creative Arts Agency, como seu presidente, juntamente com dois representantes adicionais da Pershing Square e membros do atual conselho de administração da Universal.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles.





