Mary MacLane nasceu em 1881 e, com apenas 19 anos, tornou-se uma pioneira escritora feminista ao publicar o relato autobiográfico “À Espera que Venha o Diabo”. Um livro que foi ao mesmo tempo um escândalo e um enorme sucesso de vendas em 1902.
Conhecida como a “mulher selvagem de Buttle”, mas auto-intitulada “ladra, vagabunda, mentirosa e filósofa da minha própria escola peripatética”, MacLane escreveu muito à frente do seu tempo sempre que expressava os seus desejos eróticos ou refletia de forma ousada sobre ela própria.
“Com uma escrita provocadora e confessional, a protagonista anseia por experiências mundanas e transborda de desejo bissexual e de revolta contra as injustiças da juventude e de ser mulher, ao mesmo tempo que expressa um orgulho desmesurado pelo seu belo corpo jovem feminino e pela sua mente, rejeitando abertamente a ideia de que era como todas as outras pessoas, da sua época ou de qualquer outra”, lê-se na sinopse deste livro.
O seu estrelato durou apenas duas décadas, sendo que em 1929 foi encontrada morta num albergue em Chicago. O que nunca morreu foi a sua influência no universo da literatura, com escritores como Ernest Hemingway, Stephen Crane, Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald a afirmarem que MacLane teve uma forte influência nas suas buscas por um novo estilo americano.
O livro “À Espera que Venha o Diabo”, publicado pela Guerra & Paz, chega às livrarias a 24 de fevereiro.





