O grupo Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, fechou os nove meses do ano com um resultado líquido de 414 milhões de euros, o que traduz um decréscimo de 14,5% face ao período homólogo de 2025.
O grupo liderado por Pedro Soares do Santos refere que os primeiros nove meses do ano “decorreram num ambiente de elevada incerteza geopolítica, marcado, no retalho alimentar, por desinflação – que, na Polónia, passou a deflação –, pelo foco mais forte dos consumidores em preços baixos e promoções, pela grande intensidade concorrencial, e pelo aumento dos custos relacionados com os combustíveis”.
Ainda assim, a Jerónimo Martins salienta que as vendas, até setembro, cresceram 4,8% para 27,8 mil milhões de euros. Já o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 7,6% para 1,9 mil milhões de euros.
O grupo detalha ainda o desempenho das diferentes marcas que tem nas geografias onde está presente. Na Biedronka, insígnia na Polónia, as vendas cresceram 0,7% para 18,9 mil milhões de euros (ou 1,3% em zlotys, moeda local).
As vendas da cadeia Hebe, em moeda local, aumentaram 4,7%, com o like-for-like a situar-se em 1,7%. Em euros, as vendas totalizaram 469 milhões, mais 4,0% face aos nove meses de 2025.
Em Portugal as vendas da cadeia Pingo Doce aumentaram 4,1% para 4,1 mil milhões de euros, com um LFL de 2,4% (excluindo combustível). A marca grossista Recheio também registou um aumento nas vendas ao atingir 1,1 mil milhões de euros, uma subida de 1,5%.
Na Colômbia a marca Ara registou um crescimento nas vendas, em moeda local, de 20,6%. Em euros, atingiram 3,2 mil milhões neste período, o que corresponde a um crescimento de 37,9%.
Sobre o desempenho neste período, o presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos salienta que “ao longo destes primeiros nove meses, as nossas insígnias responderam com assertividade e eficácia a um contexto mais desafiante do que o inicialmente previsto, reforçando as suas posições competitivas e assegurando um bom desempenho de vendas e margens. O período foi particularmente marcado pela pressão sobre os preços alimentares na Polónia e pela acentuada procura das famílias por preços baixos e promoções”.





