A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam. Rita Nabeiro, 45 anos, CEO da Adega Mayor ocupa, com uma pontuação total de 62 pontos, a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos. Esta categoria é liderada pela empresária Luisa Amorim, CEO da Quinta Nova da Senhora do Carmo.
Rita Nabeiro é neta do conceituado fundador da Delta, Rui Nabeiro, falecido em 2023. Licenciada em Design de Comunicação, a gestora é, além de administradora no grupo Nabeiro, responsável pela área dos vinhos do grupo, a Adega Mayor. É ainda presidente do BCSD Portugal, associação empresarial para a área da sustentabilidade.
Com uma avaliação total de 62 pontos, Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor, ocupa a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Nascida em 1980, concluiu a sua licenciatura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, tendo trabalhado em projetos ligados à área da fotografia, do design e do empreendedorismo social. Entre 2005 e 2006 trabalhou em Itália como designer de comunicação, tendo, de seguida, entrado para o grupo familiar, então para o departamento de marketing. Foi em 2012 que atingiu o cargo de CEO da Adega Mayor, sediada em Campo Maior, junto ao complexo industrial da Novadelta.
Fundado em 2007, este projeto vitivinícola do Grupo Nabeiro conta já com mais de 200 vinhos premiados, dentro e fora de fronteiras. As suas vinhas estão localizadas na Herdade das Argamassas e Herdade da Godinha, no Alentejo. A sociedade promove ainda um projeto de enoturismo, com provas de vinho, cursos, workshops e piqueniques na vinha.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





