CFA desenvolve plataforma própria de Inteligência Artificial para serviços de auditoria e consultoria

A CFA, empresa dedicada à Consultoria, Fiscalidade e Auditoria, com escritórios em Aveiro, Marinha Grande e Porto, está a desenvolver uma plataforma própria de Inteligência Artificial (IA) para apoiar o trabalho das suas equipas de auditoria e consultoria. O objetivo é melhorar a eficiência dos processos, facilitar a partilha de conhecimento e reforçar a qualidade…
ebenhack/AP
Projeto com Inteligência Artificial (IA) que a CFA está a implementar está em fase de testes e pretende facilitar o acesso ao conhecimento interno, automatizar tarefas e libertar tempo das equipas para atividades de maior valor acrescentado.
Negócios

A CFA, empresa dedicada à Consultoria, Fiscalidade e Auditoria, com escritórios em Aveiro, Marinha Grande e Porto, está a desenvolver uma plataforma própria de Inteligência Artificial (IA) para apoiar o trabalho das suas equipas de auditoria e consultoria. O objetivo é melhorar a eficiência dos processos, facilitar a partilha de conhecimento e reforçar a qualidade dos serviços prestados aos clientes.

O projeto surge na sequência dos investimentos que a empresa tem vindo a realizar na formação, na digitalização dos processos e em ferramentas de apoio à auditoria.

“A solução pretende responder a necessidades concretas do dia a dia, desde a pesquisa de informação e preparação de documentação até ao apoio a procedimentos administrativos”, comenta a empresa.

Uma das prioridades passa por tornar mais acessível o conhecimento acumulado pela CFA ao longo dos anos, incluindo metodologias de trabalho, manuais, procedimentos do sistema de gestão da qualidade e documentação técnica. A plataforma deverá permitir que os profissionais encontrem informação relevante de forma mais rápida, respeitando as permissões de acesso existentes.

“Ao longo dos anos, acumulámos conhecimento e experiência que nem sempre são fáceis de localizar ou partilhar entre equipas. Queremos aproveitar a Inteligência Artificial para tornar essa informação mais acessível e libertar tempo para aquilo que exige verdadeiramente análise, experiência e julgamento profissional”, afirma Sérgio Marques, managing  partner.

A confidencialidade da informação e a fiabilidade dos resultados estiveram entre as preocupações consideradas desde o início do projeto. A CFA está a trabalhar na definição de condições de utilização que incluem o alojamento dos dados na Europa, a proteção da informação utilizada e o respeito pelas credenciais e permissões corporativas.

“Queremos aproveitar a Inteligência Artificial para tornar essa informação mais acessível e libertar tempo para aquilo que exige verdadeiramente análise”

A empresa reconhece, contudo, que a tecnologia não substitui a necessidade de informação bem organizada, atualizada e consistente. Por esse motivo, o desenvolvimento da plataforma decorre em paralelo com o trabalho de revisão e uniformização de procedimentos e documentação interna: “A Inteligência Artificial pode ajudar-nos a trabalhar mais depressa, mas a rapidez não pode sobrepor-se à qualidade. As respostas têm de ser verificadas e a responsabilidade profissional mantém-se. O objetivo é combinar a capacidade da tecnologia com o sentido crítico e a experiência das nossas equipas”, acrescenta Sérgio Marques.

Na auditoria, a CFA identifica potencial de aplicação em tarefas como a leitura de contratos e atas, a recolha e o cruzamento de dados, a preparação de documentação de trabalho e o apoio a procedimentos de aceitação de clientes e prevenção do branqueamento de capitais.

A empresa está também a testar funcionalidades de pesquisa de informação interna, preparação inicial de documentos, resumo de reuniões e documentação e extração de informação para determinados procedimentos. Em paralelo, encontra-se em desenvolvimento um projeto-piloto de automação associado a procedimentos administrativos de aceitação de clientes.

Em fase de testes

Atualmente, a plataforma está numa fase de testes com um grupo de profissionais. Entre as prioridades estão a melhoria da pesquisa documental, o rigor das respostas e a preparação do alargamento gradual da utilização, acompanhado por formação e indicadores que permitam avaliar os ganhos efetivos de eficiência e qualidade.

Para a CFA, a adoção de IA implica também repensar a formação e o desenvolvimento dos profissionais, sobretudo dos mais jovens, “garantindo que a automatização de tarefas não compromete a aprendizagem, a capacidade de análise ou o julgamento profissional”.

A ambição é que a tecnologia permita às equipas dedicar mais tempo à interpretação da informação, à identificação de riscos e ao acompanhamento dos clientes: “Ter acesso a mais informação não significa, por si só, tomar melhores decisões. O verdadeiro valor continua a estar na capacidade de compreender os problemas, interpretar o contexto e ajudar os clientes a encontrar as respostas certas”, conclui Sérgio Marques, managing partner.

Mais Artigos