A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam. Sara do Ó, fundadora e presidente do Grupo Ó Capital, integra a lista de 2026, com 62 pontos, ocupando a quinta posição da categoria de Serviços, categoria que é liderada por Carla Rebelo, CEO da Randstad Portugal.
Sara do Ó, 44 anos, é uma empreendedora nata. Fundou e está como presidente do Conselho de Administração do Ó Capital, grupo que agrega vários projectos em setores que vão desde o apoio à gestão, contabilidade, consultoria, seguros, marketing e indústria gráfica, passando pelo apoio ao envelhecimento. Licenciada em Controlo e Gestão Financeira, pelo ISCAL, iniciou a sua carreira pela área da consultoria, na multinacional KPMG, na qual se manteve cerca de dois anos. Decidida a ser empreendedora, com apenas 25 anos, abriu a sua primeira empresa na área dos serviços de contabilidade, em 2006. Foi esta empresa a base para a construção do Grupo Your, que foi crescendo de forma acelerada, quer por forma orgânica, quer por aquisições.
Com uma avaliação total de 62 pontos, a fundadora e presidente da Ó Capital, Sara do Ó, ocupa a quinta posição da categoria de Serviços do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Co-fundou ainda o grupo HUG, empresa portuguesa focada em cuidados domiciliários e apoio ao envelhecimento, que foi adquirida, entretanto pelo Grupo Lusíadas Saúde em 2025. Fundou também, mais recentemente, o Ó Capital, um family office que investe em PME com potencial para crescer. Este fundo já investiu em 27 empresas, num total acumulado de 700 colaboradores. É atualmente presidente do Conselho de Administração da Ó Capital, a holding que consolida todos os negócios que criou. Na área da responsabilidade social, Sara do Ó é ainda presidente da Ilha da Misericórdia, associação sem fins lucrativos que apoia mulheres em processos de recomeço. Mãe de uma menina, ainda consegue dedicar algum do seu tempo aos pequenos prazeres da vida, como ler, viajar, e fazer retiros espirituais e peregrinações.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





