O candidato Flávio Bolsonaro e o atual chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, que decorrem no dia 25 de outubro. Segundo os dados oficiais, Flávio Bolsonaro registou 47,43% dos votos válidos na primeira volta enquanto Lula da Silva obteve 44,69% quando estão contabilizadas 97,24% das secções eleitorais. O Supremo Tribunal Eleitoral do Brasil publicou no seu site que a “eleição [está] matematicamente definida (Segundo turno)”.
O ainda senador e ex-juiz no processo Lava Jato Sergio Moro foi eleito hoje governador do estado do Paraná, no Sul do Brasil, para um mandato de quatro anos. Com mais de 99,17% das urnas apuradas e 3.106.644 votos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moro teve 50,18% dos votos válidos, o suficiente para aceder, pela primeira vez, a um cargo executivo. Quando era juiz federal em Curitiba, no Paraná, Sergio Moro foi o responsável por condenar o atual Presidente, Lula da Silva, em primeira instância, no ano de 2017, no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo os dados oficiais, Flávio Bolsonaro registou 47,43% dos votos válidos na primeira volta enquanto Lula da Silva obteve 44,69% quando estão contabilizadas 97,24% das secções eleitorais.
Sergio Moro deixou a magistratura para ser ministro da Justiça e Segurança Pública, entre 2019 e abril de 2020, durante o Governo de Jair Bolsonaro, mas deixou o cargo após desavenças com o ex-presidente da República. Partidos de esquerda no Brasil, sobretudo o Partido dos Trabalhadores, de Lula, acusaram Moro de ter agido politicamente, uma vez que foi o responsável por condenar o líder de esquerda e, tempos depois, aliar-se ao principal adversário do petista – Jair Bolsonaro.
As desavenças entre Moro e Bolsonaro duraram pouco, tendo-se o ex-juiz aliado ao bolsonarismo nas eleições de 2022 para tentar derrotar o Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais daquele ano, sem sucesso. O ex—juiz chegou a lançar uma pré-candidatura ao Palácio do Planalto em novembro de 2021 pelo Podemos, mas desistiu, em março de 2022 após se filiar na União Brasil e concorrer ao Senado Federal, quando foi eleito.
Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro eleita senadora no Brasil
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, de 44 anos, foi eleita hoje senadora do Distrito Federal (onde se situa a capital, Brasília), pelo Partido Liberal (PL), nas eleições gerais brasileiras, e terá mandato até 2035. Com mais de 99% das urnas apuradas e 927.192 votos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com que tem uma filha de 15 anos, ocupará um cargo na política brasileira pela primeira vez.
Evangélica, fez campanha defendendo temas conservadores, e da família, além de defender o legado do marido, atualmente preso em prisão domiciliaria por tentativa de golpe de Estado. Natural de Ceilândia, cidade a 30 quilómetros da Praça dos Três Poderes, em Brasília, Michelle foi secretária parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2006 e 2007, período em que conheceu o então deputado Jair Bolsonaro. Como primeira dama, Michelle ficou conhecida por usar a Língua Brasileira de Sinais (Libras, legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil), tendo protagonizado um gesto inédito na posse presidencial de 2019 ao discursar em parte do evento em Libras.
Ao lançar a candidatura este ano, teve alguns embates com Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do ex-presidente, que na eleição de hoje disputa o cargo de Presidente do Brasil. Os dois reconciliaram-se nos últimos meses, após um pedido formal de desculpas de Flávio, que convidou a madrasta para, “juntos, livrar o Brasil” da esquerda e do Partido dos Trabalhadores (PT, de Lula da Silva). Ao votar hoje, Michelle discutiu com uma eleitora que gritou “o inferno te espera” e que a acusou de ser “ladra” e “corrupta”.
(Com Lusa)





