Bill Gates alerta que a IA é “poderosa” o suficiente para “causar mil milhões de mortes”

O bilionário Bill Gates afirmou no programa "Meet the Press" que é necessária uma regulamentação governamental para a inteligência artificial e alertou que a tecnologia é suficientemente "poderosa" para "causar mil milhões de mortes" se for utilizada de forma maliciosa, numa altura em que Washington e o setor da IA ponderam como avançar à luz…
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"Ninguém acha que a autorregulação seja suficiente", afirmou Gates no programa "Meet the Press".
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O bilionário Bill Gates afirmou no programa “Meet the Press” que é necessária uma regulamentação governamental para a inteligência artificial e alertou que a tecnologia é suficientemente “poderosa” para “causar mil milhões de mortes” se for utilizada de forma maliciosa, numa altura em que Washington e o setor da IA ponderam como avançar à luz dos alertas graves sobre os potenciais efeitos da IA.

A NBC News divulgou na passada sexta-feira um excerto da entrevista de Gates ao programa “Meet the Press”, na qual o bilionário e filantropo foi questionado sobre os alertas de profissionais da IA de que a tecnologia poderia potencialmente exterminar a humanidade.

“A IA é certamente suficientemente poderosa para desencadear acontecimentos que causem mil milhões de mortes”, afirmou Gates, salientando que “nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a utilizar as mais recentes ferramentas de IA”.

Gates foi também questionado sobre o recente ensaio de Dario Amodei, CEO da Anthropic, apelando a uma desaceleração no desenvolvimento da IA, no qual se defendia que os laboratórios de vanguarda deveriam abrandar o ritmo dos seus progressos e “colaborar voluntariamente para estabelecer normas” em torno da inteligência artificial.

“Ninguém acha que a autorregulação seja suficiente”, afirmou Gates sobre a perspetiva de as empresas de IA liderarem os esforços para restringir as suas próprias ações, argumentando que é “absolutamente” necessário que haja legislação a regulamentar a IA e que “é preciso que as autoridades responsáveis pela aplicação da lei e os políticos participem na discussão sobre como devem ser as salvaguardas e a monitorização”.

O ensaio de Amodei apelou também ao envolvimento do governo na IA, embora tenha observado que “infelizmente, a aprovação de leis pode demorar tempo, e a IA está a avançar muito rapidamente”.

Resta ainda ver o que o governo norte-americano fará em relação à regulamentação da IA, uma vez que os líderes republicanos no Congresso minimizaram a questão depois de Donald Trump se ter manifestado veementemente contra as medidas de proteção da IA e ter descrito os apelos à regulamentação como uma “farsa”.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles. 

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