Investigação que devolveu a visão a pessoas cegas vence Prémio António Champalimaud 2026

A investigação que devolveu a visão a pessoas cegas foi reconhecida pela Fundação Champalimaud. Os investigadores Botond Roska (Suíça) e José-Alain Sahel (França/EUA) são os vencedores do Prémio António Champalimaud da Visão 2026. A investigação desenvolvida pelos dois professores para recuperar a visão em pessoas com deficiência visual ou cegueira causadas por doenças da retina…
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A Fundação Champalimaud atribuiu o Prémio António Champalimaud de Visão 2026 a Botond Roska e José-Alain Sahel pela investigação que ajuda a recuperar a visão em pessoas com deficiência visual ou cegueira causadas por doenças da retina.
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A investigação que devolveu a visão a pessoas cegas foi reconhecida pela Fundação Champalimaud. Os investigadores Botond Roska (Suíça) e José-Alain Sahel (França/EUA) são os vencedores do Prémio António Champalimaud da Visão 2026. A investigação desenvolvida pelos dois professores para recuperar a visão em pessoas com deficiência visual ou cegueira causadas por doenças da retina justificam a atribuição do prémio avaliado em um milhão de euros.

A Fundação Champalimaud explica que o seu trabalho “é um exemplo notável de investigação translacional, ao ligar descobertas da biologia fundamental à prática clínica para desenvolver novas terapêuticas contra a perda de visão”.

Os números provam a relevância do trabalho dos investigadores, já que, em todo o mundo, 43 milhões de pessoas são cegas e 295 milhões vivem com deficiência visual, muitas delas em consequência de doenças da retina e de degenerescência macular. “Os dois investigadores desenvolveram terapias optogenéticas que permitem tornar sensíveis à luz algumas células da retina que permanecem funcionais, mesmo quando as células fotorrecetoras tenham já sido destruídas pela doença”, pode ler-se no comunicado da entidade presidida por Leonor Beleza. Estas abordagens “ajudam a retina a voltar a responder à luz, abrindo a possibilidade de recuperar parcialmente a visão”.

Botond Roska, M.D., Ph.D., médico e investigador biomédico húngaro da Universidade de Basileia e diretor fundador do Instituto de Oftalmologia Molecular e Clínica (Institute of Molecular and Clinical Ophthalmology – IOB), em Basileia, Suíça, é um neurobiólogo da retina que identificou novas e complexas interligações neuronais essenciais à organização da visão na retina humana e animal.

José-Alain Sahel, M.D., oftalmologista e investigador francês da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos da América, e diretor fundador do Institut de la Vision, em Paris, França, realizou estudos pioneiros sobre a perda de visão causada pela neuropatia óptica hereditária de Leber (Leber Hereditary Optic Neuropathy -LHON).

 

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