A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Na lista de 2026, Cláudia Azevedo, 56 anos, mantém-se firme na liderança da sua categoria, a de Distribuição, Moda e Retalho, com uma avaliação global de 87 pontos. A filha mais nova de Belmiro de Azevedo tomou as rédeas do negócio fundado pelo pai, com base numa empresa industrial, designada então de Sonae – Sociedade Nacional de Estratificados. O conglomerado está hoje disperso em bolsa, atuando em diversas áreas de atividade, que vão da distribuição ao retalho, passando ainda pelo imobiliário, pelas telecomunicações e pela tecnologia.
Com uma avaliação de 87 pontos, Cláudia Azevedo, ocupa o primeiro lugar da categoria de Distribuição, Moda e Retalho do ranking anual da Forbes Portugal. A executiva é CEO do Grupo Sonae.
Licenciada em Gestão e com um MBA realizado no INSEAD, Cláudia Azevedo foi administradora de várias empresas do grupo antes de assumir, em 2019, a liderança do grupo Sonae sucedendo ao seu irmão Paulo Azevedo, hoje presidente do Conselho de administração. Foi a primeira mulher a assumir a posição de CEO no seio da companhia e pela sua mão firme tem passado alguns dos melhores negócios do grupo. Em 2025, o grupo registou um volume de negócios consolidado de 11,4 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 14,2% face ao exercício de 2024. Foi também em 2025 que a MC abriu o maior supermercado autónomo do mundo, com tecnologia Sensei.
Os três irmãos, Nuno, Paulo e Cláudia, são herdeiros das participações maioritárias de Belmiro de Azevedo no grupo, sendo detentores, segundo a última avaliação da Forbes Portugal, de uma fortuna de cerca de 2,8 mil milhões de euros.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





