Faturação durante festivais do verão cresceu este ano em Portugal

Os grandes festivais de música animam a atividade económica das localidades que os acolhem e os mais recentes dados dos Insights da UNICRE, que acompanham a evolução dos pagamentos efetuados na rede de aceitação da UNICRE, revelam aumentos expressivos de faturação e de transações em vários dos principais festivais realizados este verão em Portugal, face…
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Os festivais de música já não são apenas grandes eventos culturais: são também motores da economia local. Os dados da UNICRE mostram que EDP Vilar de Mouros, NOS Alive e Sumol Summer Fest geraram mais faturação e transações do que em 2025.
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Os grandes festivais de música animam a atividade económica das localidades que os acolhem e os mais recentes dados dos Insights da UNICRE, que acompanham a evolução dos pagamentos efetuados na rede de aceitação da UNICRE, revelam aumentos expressivos de faturação e de transações em vários dos principais festivais realizados este verão em Portugal, face a 2025.

A análise da UNICRE incidiu sobre a performance dos negócios das regiões que acolheram os festivais EDP Vilar de Mouros, MEO Kalorama, NOS Alive, Primavera Sound, RFM SOMNI, Rock in Rio Lisboa, Sumol Summer Fest e MEO Marés Vivas.

Segundo a UNICRE, o valor faturado pelos negócios em Caminha, durante o período do festival EDP Vilar de Mouros, aumentou 36,79% face à edição de 2025, acompanhado por um crescimento de 30,7% no número de transações.

O NOS Alive, em Algés, surge logo depois na evolução da faturação, com uma subida de 17,12%, e lidera o aumento do número de transações (+33,85%).

EDP Vilar de Mouros, NOS Alive e Sumol Summer Fest foram os festivais que tiveram os crescimentos mais significativos.

Também o Sumol Summer Fest, que se realiza na Costa de Caparica, apresentou um crescimento de dois dígitos na faturação (11,58%), enquanto a variação do número de transações se ficou pelos 8,45%.

Os dados mostram, contudo, que mais transações não significam necessariamente compras de maior valor. Em Caminha, o ticket médio aumentou 4,67%, para 35,14€, o valor mais elevado entre os festivais em análise. No entanto, no sentido oposto, o forte aumento do número de pagamentos em Algés resultou numa redução de 12,50% do ticket médio, para 18,11€.

Estrangeiros gastam mais do que portugueses

A componente internacional continua também a ser um fator relevante no consumo gerado em torno destes eventos musicais. Apesar de o mercado nacional representar, em todas as geografias analisadas, a maior fatia da faturação, o ticket médio estrangeiro foi sempre superior. No EDP Vilar de Mouros, este indicador atingiu os 46,05€ – o mais elevado entre os festivais –, face aos 32,10€ nos pagamentos nacionais. No Sumol Summer Fest, os tickets médios situaram-se nos 34,57€ e 18,53€, respetivamente, e no NOS Alive alcançaram os 23,97€ e 17,46€.

Espanha, os clientes estrangeiros número 1

A proveniência dos cartões revela também perfis internacionais distintos entre os festivais analisados, apesar de o mercado espanhol ser o principal nas diferentes regiões. No EDP Vilar de Mouros, Espanha concentrou 36,04% da faturação estrangeira, seguida de França, com 18,83%. No NOS Alive, Espanha ocupou igualmente a primeira posição, com 14,56%, muito próxima do mercado norte-americano, que representou 14,20%. Já no Sumol Summer Fest, Espanha, com 14,54%, e o Reino Unido, com 11,78%, lideraram o consumo estrangeiro.

Setores mais beneficiados

“Os números mostram que o efeito económico de um festival não se limita à entrada do recinto. Estes eventos mobilizam o consumo em diversos setores das regiões onde se realizam, atraindo simultaneamente procura nacional e internacional”, afirma Luís Gama, Diretor Comercial da UNICRE.

Por setores evidencia que as atividades ligadas à alimentação foram as mais privilegiadas nas diferentes localidades: em Caminha, o retalho alimentar tradicional mais do que duplicou a faturação, com uma subida de 102,36%; em Algés, a restauração cresceu 63,31% e o retalho alimentar tradicional 57,52%; enquanto a faturação da restauração na Costa de Caparica subiu 19,25%.

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