As Mais Poderosas: Maria Cândida Rocha e Silva encerra o top 5 da categoria de Banca

A revista Forbes Portugal acaba de lançar a lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios, na edição em papel que está agora em banca. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.…
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A portuguesa Maria Cândida Rocha e Silva, fundadora e presidente do Banco Carregosa, ocupa, com um total de 71 pontos, a quinta posição da categoria de Banca, Finanças e Investimentos, no ranking de 2026 das Mais Poderosas nos Negócios.
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A revista Forbes Portugal acaba de lançar a lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios, na edição em papel que está agora em banca. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam. A fundadora e presidente do Banco Carregosa ocupa, este ano, a quinta posição da categoria de Banca, Finanças e Investimento, bloco que é liderado por Maria Ramos.

Aos 82 anos, Maria Cândida Rocha e Silva, a banqueira do Norte, ainda é um elemento ativo naquela instituição financeira especializada em especializada em banca privada que tem cerca de 2,5 mil milhões de euros em ativos sob supervisão.

A executiva, que foi homenageada no Forbes Woman Summit 2025 com o prémio My Forbes, que distingue a carreira de mulheres portuguesas, tem um longo percurso na área financeira. Licenciada em Filologia Românica, foi a primeira mulher corretora oficial da Bolsa de Valores Portuguesa, tendo iniciado esta atividade em 1981, numa altura em que esta era uma profissão ainda considerada masculina. Nasceu em Vila do Conde e construiu a pulso a sua carreira neste setor, sendo atualmente presidente do Conselho de Administração do Banco Carregosa, do qual é também acionista.

Com uma avaliação de 71 pontos, Maria Cândida Rocha e Silva ocupa esta edição a quinta posição da categoria de Banca do ranking da Forbes Portugal. A executiva está como presidente do Conselho de administração do Banco Carregosa.

Iniciou o seu percurso profissional em 1970 na área dos mercados de capitais ao lado do seu pai, Manoel Rocha e Silva, na L.J Carregosa & Companhia, corretora centenária na qual a família adquiriu uma participação financeira. As origens da companhia remontam a 1833, ano em que foi fundada no Porto por Lourenço Joaquim Carregosa, com o objetivo de negociar divisas. O negócio da família cresceu e chegou a presidente da Corretora LJ Carregosa, mais tarde designada de LJ Carregosa – Sociedade Financeira de Corretagem. O Banco Carregosa, com sede no Porto, viria a nascer em junho de 2008.

Além de ativa na administração do banco, a gestora, mãe de duas filhas e avó de cinco netos,  dedica ainda parte do seu tempo a apoiar diversas instituições, nomeadamente na área da responsabilidade social, e acumula inúmeros prémios e distinções ao longa da sua carreira.

A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal

O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.

A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação;  e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.

A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.

Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.

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