Josh Kushner quebra o silêncio após o fracasso do acordo com a FIFA

O investidor bilionário Josh Kushner quebrou, na passada segunda-feira, o silêncio sobre o negócio fracassado da venda de participações no Campeonato do Mundo da FIFA, tendo afirmado à Forbes e a outros meios de comunicação que a sua empresa não percebeu as "dinâmicas políticas" que levaram ao seu rápido fracasso. Kushner afirmou que a sua…
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O investidor bilionário afirmou que a sua empresa "não conseguiu compreender a dinâmica política do futebol mundial".
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O investidor bilionário Josh Kushner quebrou, na passada segunda-feira, o silêncio sobre o negócio fracassado da venda de participações no Campeonato do Mundo da FIFA, tendo afirmado à Forbes e a outros meios de comunicação que a sua empresa não percebeu as “dinâmicas políticas” que levaram ao seu rápido fracasso.

Kushner afirmou que a sua empresa, a Thrive Capital, “não se teria envolvido” no negócio se tivesse compreendido a “dinâmica política do futebol mundial e até onde alguns estariam dispostos a ir”. As declarações surgem semanas depois de o negócio ter fracassado, quando a UEFA ameaçou boicotar os eventos da FIFA caso o negócio fosse para a frente.

Kushner observou que o dinheiro no futebol estava “historicamente concentrado num pequeno grupo de países”, afirmando que o acordo altamente controverso teria ajudado a distribuir de forma mais equitativa os fundos por “nações subdesenvolvidas”. O que, segundo os críticos, era uma estratégia para pressionar os países mais pequenos, que têm direitos de voto iguais no sistema da FIFA, a apoiar o acordo.

O bilionário afirmou ainda que o plano “não constituía uma obrigação nem uma decisão” sobre a qual os Estados-Membros tivessem de votar, contrariando a UEFA, que anteriormente tinha caracterizado o plano como um “ultimato” depois de o presidente da FIFA, Gianni Infantino, ter estabelecido um prazo para a votação do acordo em setembro.

Kushner afirmou também que continuava a defender os objetivos do programa.

As declarações de Kushner foram divulgadas pela primeira vez pela Axios na manhã da passada segunda-feira.

“Historicamente, o dinheiro no futebol tem-se concentrado num pequeno grupo de países. A ideia subjacente à FFE era distribuir mais capital e recursos de forma equitativa entre todos os 211 países membros, proporcionando um investimento significativamente maior às nações menos desenvolvidas para fomentar o talento local, apoiar o futebol de base, melhorar a experiência dos adeptos e, em última análise, fazer crescer o futebol a nível global em todo o lado. Era uma ideia sobre a qual todas as Federações-Membro iriam votar, não uma obrigação ou uma decisão imposta. Embora apoiemos as motivações da FFE, não conseguimos avaliar devidamente a dinâmica política do futebol mundial e até onde alguns estariam dispostos a ir. A Thrive tem um longo historial como parceira de todas as partes interessadas. Se soubéssemos no que isto iria resultar, não nos teríamos envolvido”, afirmou.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles

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