Crescimento e rentabilidade a níveis recorde marcam o desempenho do grupo Mota-Engil durante o primeiro semestre. De acordo com o comunicado que o grupo coliderado por Carlos Mota Santos divulgou na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários conseguiu os melhores resultados de sempre em volume de negócios, EBITDA [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] e resultado líquido.
Até junho o volume de negócios ascendeu a 2.898 milhões de euros – impulsionado pelo crescimento em todos os segmentos e um maior contributo de África e da América Latina –, o EBITDA cresceu 10% para 487 milhões de euros, enquanto o resultado líquido situou-se em 74 milhões de euros, mais 24% face ao período homólogo de 2025.
O desempenho recorde do grupo ocorreu também na carteira de encomendas que atingiu 17,7 mil milhões de euros, o maior valor da sua história.
A Mota-Engil detalha que neste valor não estão incluídos os contratos assinados depois de junho no valor de 2,5 mil milhões de euros, destacando-se a extensão do Corredor do Lobito para a Republica Democrática do Congo, contrato assinado ainda esta semana no valor de 1.800 milhões de dólares para uma PPP a 30 anos, a extensão do projeto ferroviário na Nigéria (Kano-Maradi) em 655 milhões de dólares, um novo contrato para a construção de um aeroporto no Peru de 140 milhões de dólares e novas infraestruturas no México de 185 milhões de euros.
O grupo salienta que “o aumento da carteira de encomendas em 4,1 mil milhões no primeiro semestre de 2026 (face aos 1,7 mil milhões de euros angariados no primeiros semestre de 2025) constituiu o semestre com o nível recorde de angariação comercial, ainda que mantendo a seletividade nos segmentos de negócio e nos mercados geográficos, mantendo-se o foco nos designados mercados core, os quais representam 75% da carteira total de E&C, entre México (21%), Angola (16%), Brasil (14%), Portugal (12%), Nigéria (7%), Moçambique (3%) e Peru (2%)”.





