Portugal é o sétimo país da Europa com mais IDE por percentagem do PIB. Espanha é o que mais investe

A presença de capital estrangeiro nas empresas portuguesas constitui um importante fator de dinamização da economia nacional. O estudo “O capital estrangeiro em Portugal” da Informa DB, relativo a julho 2026 mostra precisamente o impacto deste capital estrangeiro, quer no emprego - na sua qualificação e remuneração -, como também pela transferência de tecnologia e…
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Estudo da Informa DB, que faz o retrato do capital estrangeiro em Portugal, mostra que o stock de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em 2025 era de 72% do PIB nacional, num total de 214 mil milhões de euros. Portugal tem 17 mil empresas estrangeiras, das quais quase 10 mil foram criadas na última década.
Economia

A presença de capital estrangeiro nas empresas portuguesas constitui um importante fator de dinamização da economia nacional. O estudo “O capital estrangeiro em Portugal” da Informa DB, relativo a julho 2026 mostra precisamente o impacto deste capital estrangeiro, quer no emprego – na sua qualificação e remuneração -, como também pela transferência de tecnologia e de práticas de gestão. A vantagem do acesso a este capital passa ainda pelo estímulo ao investimento em I&D, passando abertura das portas a empresas portuguesas novas cadeias de valor, favorecendo ainda as exportações nacionais.

Este estudo que acaba de ser divulgado faz o retrato da presença de empresa estrangeiras em Portugal: são cerca de 17 mil as empresas de capital estrangeiro sendo que nos últimos dez anos foram criadas cerca de 10 mil novas sociedades. Nesta década, o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) cresceu cerca de 70%, para os 214 mil milhões de euros, no final de 2025, – um crescimento CAGR de 5,5% ao ano) o que corresponde a 72% do PIB nacional. Segundo este estudo, que utiliza dados do Banco de Portugal, o nosso país é o sétimo da Europa com mais percentagem de IDE sobre o PIB nacional. O ranking é liderado pelo Luxemburgo, com uma incrível percentagem de 2.828%, seguido dos Países Baixos, com 308% e da Irlanda com 170%.

Das empresas estrangeiras presentes em Portugal, 3.684 são espanholas, o que representa uma fatia de 21%, seguindo-se as 2.115 empresas francesas (12%) e as 1.663 norte americanas (10%). Reino Unido e Alemanha têm, respetivamente, 9% e 6% do total.

Espanha é o maior investidor em Portugal, com cerca de 14% do stock de IDE em Portugal, seguindo-se a França, com 8,8%. Os Estados Unidos já ocupam a terceira posição, com 7,8%, muito próximo do Reino Unido, que é responsável por uma fatia de 7,5% do stock de IDE. O Luxemburgo tem uma parcela de 7,3%, a China de 6,9%. Segue-se a Alemanha, com 5,2%, os Países Baixos, com 4,8%, Angola com 2,4 e o Brasil, com 2,3%.

Relativamente ao número de empresas estrangeiras presentes em Portugal, 3.684 são espanholas, o que representa uma fatia de 21%, seguindo-se as 2.115 empresas francesas (12%) e as 1.663 norte americanas (10%). Reino Unido e Alemanha têm, respetivamente, 9% e 6% do total.

Retrato das empresas estrangeiras em Portugal

As empresas estrangeiras em Portugal representam 3% do tecido empresarial, mas são responsáveis por 22% do emprego total ou seja, cerca de 807 mil empregos. Em várias atividades, mais de metade do emprego está mesmo em empresas de capital estrangeiro. São ainda responsáveis por 31% do volume de negócios nacional, num valor absoluto de 173 mil milhões de euros e por quase metade das exportações portuguesas – cerca de 52 mil milhões de euros.

Destacam-se, em termos de atividade, as empresas de serviços de consultoria e atividades de compra, que representam 19% do total e venda de bens imobiliários, com 16%. A atividade grossista tem 13% e as de TIC são 11%. As empresas do setor da Indústria são apenas 9%, mas lideram em termos de volume de negócio, com 26% do total faturado.

Segundo esta análise da Informa DB, as empresas de capital estrangeiro são empresas de maior dimensão, mais concentradas nos grandes centros urbanos e ligeiramente mais maduras que as empresas de capital nacional. Certo é que as empresas de capital estrangeiro contribuem para o desenvolvimento tecnológico, maior abertura ao exterior e maior produtividade do país. Além disso, o desempenho financeiro das empresas de capital estrangeiro tem sido ligeiramente acima das empresas de capital nacional, sobretudo quanto ao crescimento do emprego e à rentabilidade dos capitais próprios, conclui ainda o estudo.

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