Salário de Elon Musk influencia remunerações dos CEO e leva pacotes a máximos históricos

Os planos de remuneração dos principais executivos das empresas do S&P 500 atingiram um máximo histórico em 2025, depois de o pacote de remuneração de um bilião de dólares de Elon Musk na Tesla se ter tornado uma "referência" para outras empresas, segundo um estudo divulgado pela Reuters. Os factos A remuneração média dos CEO…
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O pacote de remuneração de Elon Musk na Tesla, que poderá ultrapassar 1 bilião de dólares, está a servir de referência para outras empresas e a contribuir para uma subida recorde dos salários dos principais CEO.
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Os planos de remuneração dos principais executivos das empresas do S&P 500 atingiram um máximo histórico em 2025, depois de o pacote de remuneração de um bilião de dólares de Elon Musk na Tesla se ter tornado uma “referência” para outras empresas, segundo um estudo divulgado pela Reuters.

Os factos

A remuneração média dos CEO das empresas do S&P 500 — excluindo Musk — aumentou 21%, para 22,8 milhões de dólares (€19,5 milhões), em 2025, segundo a Reuters, que cita dados da American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations (AFL-CIO).

É o valor mais elevado desde que a AFL-CIO começou a acompanhar os planos de remuneração, na década de 1990.

Fred Redmond, secretário-tesoureiro da AFL-CIO, disse à Reuters que a remuneração de Musk na Tesla “muda a dinâmica quando surgem outros planos de remuneração de CEO” e que os “conselhos de administração usam-na como referência”.

Incluindo o pacote de remuneração de Musk, que poderá valer mais de 1 bilião de dólares (€860 mil milhões) caso a Tesla cumpra vários dos objetivos estabelecidos, os planos de remuneração médios dos CEO do S&P 500 ultrapassaram os 340 milhões de dólares (€292 milhões).

A fortuna de Musk

Musk é a pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em 870,6 mil milhões de dólares (€748 mil milhões) à data desta quinta-feira. O seu património líquido é mais do dobro do de Larry Page, cofundador da Google, com 284,3 mil milhões de dólares (€244 mil milhões), e de Jeff Bezos, da Amazon, com 275,7 mil milhões de dólares (€237 mil milhões), que ocupam, respetivamente, o segundo e terceiro lugares entre as pessoas mais ricas do mundo.

O CEO da SpaceX e da Tesla tornou-se o primeiro “trillionaire” do mundo na sequência da entrada em bolsa da empresa aeroespacial em junho, e a sua fortuna atingiu um máximo histórico de 1,45 biliões de dólares (€1,25 biliões), antes de uma queda das ações da SpaceX reduzir para metade o património de Musk.

Musk pareceu reconhecer a diminuição da sua fortuna numa publicação na rede social X no mês passado, na qual escreveu que era um “(ex-)trillionaire”.

Contexto

Os acionistas da Tesla aprovaram no ano passado um pacote de remuneração para Musk que inclui vários objetivos relacionados com a capitalização bolsista e as vendas da empresa.

Entre esses objetivos está fazer com que a avaliação de mercado da Tesla ultrapasse os 8,5 biliões de dólares (€7,3 biliões) no prazo de 10 anos e que o fabricante automóvel venda mais 12 milhões de veículos.

O pacote de remuneração foi contestado por alguns grupos de investimento, incluindo a entidade responsável pela gestão do fundo soberano da Noruega, que afirmou estar “preocupada com a dimensão do prémio, a diluição e a ausência de medidas de mitigação do risco associado a uma pessoa-chave”.

Musk tem também previstos incentivos semelhantes no seu pacote de remuneração da SpaceX.

Entre os objetivos está a empresa estabelecer uma “colónia humana permanente” em Marte com pelo menos um milhão de pessoas e desenvolver centros de dados “fora da Terra” capazes de disponibilizar 100 terawatts de capacidade computacional por ano — aproximadamente 29 vezes a eletricidade produzida em todo o mundo em 2023.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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