No próximo dia 12 de agosto, Portugal assistirá a um eclipse solar de magnitude excecional. Em Lisboa, o fenómeno começará cerca das 18h38 e atingirá o ponto máximo pelas 19h36, quando aproximadamente 94% do disco solar estará ocultado. Perante a previsível utilização de smartphones para captar o momento, a iServices alerta que apontar diretamente as câmaras ao Sol sem proteção adequada pode provocar danos permanentes no sensor de imagem.
O eclipse solar não apenas é perigoso para a saúde ocular, mas também para os próprios telemóveis.
A iServices identifica sete cuidados essenciais para fotografar o eclipse com um smartphone:
1. Colocar o filtro solar à frente da câmara antes de apontar o smartphone ao Sol;
2. Utilizar apenas filtros próprios para câmaras e equipamentos óticos, adquiridos junto de fornecedores especializados;
3. Não recorrer a óculos de sol, radiografias, vidro fumado, películas escurecidas ou outros materiais improvisados;
4. Nos smartphones com várias câmaras, garantir que a lente ativada em cada nível de zoom permanece protegida;
5. Não confundir os óculos de eclipse, destinados aos olhos, com os filtros necessários para proteger as câmaras;
6. Evitar manter a aplicação da câmara aberta e o smartphone apontado ao Sol durante mais tempo do que o necessário;
7. Recorrer a um tripé ou apoio estável, em vez de depender de níveis elevados de zoom digital.
A iServices refere que modelos como os iPhone Pro e os Samsung Galaxy S e Ultra integram várias câmaras, entre as quais a principal, a ultra grande angular e a teleobjetiva: “Ao mudar o nível de zoom, o equipamento pode passar a utilizar uma lente diferente. Por esse motivo, a proteção deve acompanhar a lente efetivamente utilizada ou cobrir todo o módulo fotográfico. Funcionalidades como o Space Zoom dos Samsung Galaxy Ultra ou o zoom digital do iPhone também não reduzem a intensidade da luz que chega à câmara. O zoom apenas altera a ampliação da imagem e, nos níveis mais elevados, recorre frequentemente a processamento digital. Não constitui, portanto, qualquer forma de proteção do sensor”.
A Samsung recomenda que as câmaras dos equipamentos Galaxy não sejam apontadas diretamente ao Sol ou a outras fontes de luz muito intensa, devido ao risco de danos nas microlentes ou no sensor.
A Samsung recomenda que as câmaras dos equipamentos Galaxy não sejam apontadas diretamente ao Sol ou a outras fontes de luz muito intensa, devido ao risco de danos nas microlentes ou no sensor: “Estes danos podem manifestar-se através de pontos, manchas, linhas ou alterações de cor persistentes nas fotografias. Embora a Apple não tenha publicado instruções específicas para fotografar eclipses com o iPhone, as recomendações da NASA e da American Astronomical Society são transversais às câmaras: durante as fases em que o Sol esteja apenas parcialmente ocultado, deve ser colocado um filtro solar próprio para equipamentos óticos à frente da lente”, indica a iServices que acrescenta: “Quem não disponha de um filtro adequado pode fotografar a alteração da luz ambiente, a paisagem, as reações das pessoas ou as sombras em forma de crescente projetadas através das árvores, evitando direcionar a câmara para o Sol”.
Caso surjam manchas, pontos, linhas, alterações de cor persistentes depois da captação, a iServices recomenda que o smartphone seja avaliado por um técnico especializado. A empresa disponibiliza diagnóstico gratuito, na hora, em todas as suas lojas.





