O grupo Jerónimo Martins (JM), dono do Pingo Doce, anunciou o desempenho financeiro do primeiro semestre, nos quais, os lucros diminuíram 3,5% para 260 milhões de euros. De acordo com o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos, “o contexto geopolítico marcado pelo acentuar da incerteza e pela pressão acrescida sobre os custos, em particular os associados aos combustíveis, os consumidores mantiveram, no que respeita ao consumo alimentar, uma postura contida, continuando a privilegiar preços baixos e ofertas promocionais”.
Ainda assim, nos primeiros seis meses, as vendas cresceram 5,1% para cerca de 18,3 mil milhões de euros. O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) atingiu 1.235 milhões de euros, mais 7,6% em termos homólogos.
A retalhista detalhou o desempenho das diferentes marcas nas geografias onde está presente. Na Polónia “a forte queda da inflação alimentar a partir de setembro de 2025 levou a Biedronka a operar, nos primeiros seis meses do ano, com deflação relevante no seu cabaz”. As vendas da marca cresceram 1,7% para 12,6 mil milhões de euros (mais 1,9% em zlotys). A empresa abriu 38 novas lojas e remodelou 84 espaços.
A Hebe, marca de saúde e bem-estar, atuou num contexto com “notória intensificação da concorrência ao nível do preço, que se traduziu em maior deflação no cabaz”. As vendas ascenderam a 312 milhões, uma subida de 5% face ao mesmo período de 2025, com a marca a inaugurar 18 lojas na Polónia.
Em Portugal, as vendas da cadeia Pingo Doce atingiram os 2,7 mil milhões de euros, mais 5,3% face ao período homólogo, “com o LFL de 3,7% (excluindo combustível) suportado pelo forte crescimento dos volumes, num contexto de baixa inflação no cabaz”. O Pingo Doce remodelou 18 lojas e abriu um novo espaço. O EBITDA situou-se em 150 milhões de euros, 6,8% acima do período homólogo.
A insígnia de cash & carry Recheio registou uma subida de 2,5% nas vendas para 673 milhões de euros.
Na Colômbia, a cadeia de supermercados Ara registou um aumento de 21,1% nas vendas situando-se em dois mil milhões de euros. A marca abriu 64 novas lojas, que se traduzem em 55 adições líquidas e inaugurou mais um centro de distribuição.
O presidente e administrador-delegado da JM, Pedro Soares dos Santos, admite que “num contexto que, ao longo do semestre, se revelou bastante mais exigente do que o esperado, designadamente no que diz respeito à forte pressão sobre os preços alimentares e aos custos relacionados com combustível, as companhias do grupo apresentaram um desempenho resiliente e sólido”.
Pedro Soares dos Santos realça ainda que “com a informação disponível neste momento, não antecipamos uma melhoria significativa no contexto de operação no segundo semestre em qualquer dos países onde temos atividade”. E remata que “as equipas continuarão a privilegiar a competitividade, a qualidade das propostas de valor e a eficiência operacional, com vista a assegurar crescimento de vendas e a preservar a liderança de preço e a rentabilidade”.





