Grupo de luxo LVMH recupera receitas no primeiro semestre

O maior grupo mundial de moda de luxo, o LVMH - Moët Hennessy Louis Vuitton, apresentou ontem os seus resultados semestrais com números que agradaram aos mercados. Depois de dois anos de quebras de negócio, a empresa fundada pelo nono homem mais rico do mundo, o francês Bernard Arnaud, apresentou uma receita semestral de 38,6…
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O grupo francês fundado por Bernard Arnault, atualmente o nono homem mais rico do mundo, registou dois anos seguidos de perda de receitas e volta agora ao crescimento, ainda que moderado, de apenas 3%. Fortuna do empresário está avaliada em 142,7 mil milhões de dólares.
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O maior grupo mundial de moda de luxo, o LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, apresentou ontem os seus resultados semestrais com números que agradaram aos mercados. Depois de dois anos de quebras de negócio, a empresa fundada pelo nono homem mais rico do mundo, o francês Bernard Arnaud, apresentou uma receita semestral de 38,6 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 3%, conseguido sobretudo no segundo trimestre. As ações da companhia subiram ontem, ligeiramente, em 1,1% catapultando a empresa para um valor de mercado de cerca de 261,83 milhões de dólares (cerca de 230,3 mil milhões de euros). O empresário, que há relativamente poucos anos era o quinto homem mais rico do mundo – continua a ser o mais rico da Europa – tem visto a sua fortuna oscilar ao sabor das cotações da companhia. A Forbes Internacional avalia a sua fortuna atualmente em 142,7 mil milhões de dólares (cerca de 125,5 mil milhões de euros). Em 2024, na sua lista anual, a revista avaliava o empresário em cerca de 233 mil milhões de dólares (205 mil milhões de euros).

Desde 2023 que o grupo – tal como toda a indústria do luxo – tem sido afetado negativamente em termos de vendas. Nesse ano, o grupo valia em bolsa qualquer coisa como 452,5 mil milhões de dólares (398 mil milhões de euros), o que representou uma considerável perda de valor para os acionistas. O conflito entre a Ucrânia e a Rússia foi um dos principais fatores para esta quebra, e mesmo agora a empresa sente ainda o impacto da guerra no Médio Oriente. Apesar disso, a empresa de bens de luxo conseguiu manter uma trajetória ascendente. A empresa explica que o mercado norte-americano registou uma aceleração do crescimento, contribuindo para uma boa performance do primeiro semestre. Também a Ásia –registou uma evolução positiva e a Europa demonstrou alguma resiliência.

No período em análise, o resultado das operações recorrentes ascendeu a 8,7 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem operacional que se manteve elevada, nos 22,5%. Já o resultado líquido ascendeu a 5,7 mil milhões de euros, mantendo-se estável em relação ao ano anterior.

A Forbes Internacional avalia a fortuna atual de Bernard Arnault em 142,7 mil milhões de dólares (cerca de 125,5 mil milhões de euros). Em 2024, na sua lista anual, a revista avaliava o empresário em cerca de 233 mil milhões de dólares (205 mil milhões de euros).

No primeiro semestre de 2026, os destaques foram para o crescimento do resultado das operações recorrentes, excluindo o impacto cambial negativo, e para a manutenção de um elevado nível de margem operacional, que ascendeu ad 22,5%, e um cash-flow de 4,1 mil milhões de euros. Nas várias áreas de atividade do grupo, houve sinais de recuperação na divisão de vinhos e bebidas espirituosas, e uma aceleração gradual na divisão de moda e artigos de couro, que regressou ao crescimento orgânico das receitas no segundo trimestre, tal como um bom desempenho das marcas de joalharia Tiffany e da Bvlgari e ainda um crescimento sustentado na cadeia Sephora.

«A LVMH demonstrou solidez e a eficácia da sua estratégia. As nossas maisons — que se mantiveram focadas em garantir a máxima qualidade dos nossos produtos e várias das quais estão a prosseguir a sua renovação criativa — continuaram a inspirar sonhos e a reforçar a sua atratividade. A aceleração do crescimento no segundo trimestre deveu-se, em particular, ao sucesso dos primeiros designs de Jonathan Anderson para a Christian Dior, ao desempenho notável das novas e excecionais lojas da Louis Vuitton em Pequim e Seul, e às linhas icónicas da Tiffany e da Bvlgari”, refere, em comunicado Bernard Arnault, presidente e diretor executivo do grupo LVMH.

Acrescentou ainda que “O forte crescimento da Sephora e a recuperação nos setores do champanhe e do conhaque também contribuíram para este excelente dinamismo. Embora continuemos a prestar muita atenção às margens, entramos na segunda metade do ano com uma confiança renovada no potencial a longo prazo das nossas maisons e nas nossas equipas altamente empenhadas, para continuarmos a destacar-nos e a reforçar a posição de liderança da LVMH”.

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