FIFA excluiu Trump das fotografias da conquista espanhola. A Casa Branca publicou outras onde o Presidente é o protagonista

As fotografias oficiais divulgadas pela FIFA após a vitória da Espanha sobre a Argentina na final do Campeonato do Mundo de 2026 deram origem a uma inesperada polémica. As imagens partilhadas nas redes sociais pela organização mostram a seleção espanhola a celebrar a conquista do troféu no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, mas foram enquadradas…
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As imagens oficiais da FIFA e da seleção espanhola omitiram Donald Trump da celebração da conquista do Mundial de 2026. Horas depois, a Casa Branca divulgou uma série de fotografias em que o Presidente norte-americano surge em destaque.
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As fotografias oficiais divulgadas pela FIFA após a vitória da Espanha sobre a Argentina na final do Campeonato do Mundo de 2026 deram origem a uma inesperada polémica. As imagens partilhadas nas redes sociais pela organização mostram a seleção espanhola a celebrar a conquista do troféu no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, mas foram enquadradas de forma a deixar de fora o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Também a seleção espanhola parece ter seguido a mesma opção. A fotografia publicada no Instagram imediatamente após o encontro não inclui Trump, tal como uma galeria de 20 imagens divulgada mais tarde, dedicada aos festejos da equipa campeã.

A resposta surgiu poucas horas depois. Na tarde de segunda-feira, a Casa Branca publicou seis fotografias da cerimónia de entrega do troféu. Em todas elas Donald Trump aparece em destaque e, em duas das imagens, é mesmo a única figura em foco. Apenas duas das fotografias incluem também jogadores da seleção espanhola.

A presença do Presidente norte-americano na cerimónia de entrega da taça foi amplamente comentada nas redes sociais e por vários analistas. Durante a celebração, Gianni Infantino terá tentado encaminhar Trump para fora do palco antes de os jogadores erguerem o troféu, mas o Presidente permaneceu junto da equipa no momento em que a taça foi levantada e os confettis foram lançados.

A entrada de Trump e de Infantino no relvado foi ainda acompanhada por assobios de parte dos adeptos presentes no estádio. Ainda assim, um dos jogadores espanhóis (Mikel Merino) acabou por imitar a conhecida “Trump dance”, a dança frequentemente associada ao Presidente norte-americano ao som de “Y.M.C.A.”, dos Village People, enquanto este permanecia ao lado da equipa vencedora.

O momento deu origem também a um comentário captado em direto. Enquanto Trump e Infantino permaneciam junto da seleção espanhola, o comentador australiano Claudio Fabiano foi ouvido a dizer: “Vão editá-lo para o retirar da fotografia.”

Não foi a primeira vez

A situação recordou um episódio semelhante ocorrido em 2025, durante a entrega do troféu do Mundial de Clubes ao Chelsea. Na altura, Gianni Infantino afastou-se do enquadramento antes da celebração, mas Donald Trump permaneceu no centro da fotografia enquanto os jogadores levantavam o troféu.

Depois do encontro, o capitão do Chelsea, Reece James, revelou que tinha sido informado de que Trump entregaria o troféu e abandonaria de seguida o palco. Já Cole Palmer admitiu ter ficado “um pouco confuso” com o desenrolar da cerimónia.

Relação entre Trump e Infantino continua sob escrutínio

A proximidade entre Donald Trump e Gianni Infantino foi um dos temas que marcou o Mundial de 2026, organizado nos Estados Unidos, Canadá e México.Vários adeptos acusaram o presidente da FIFA de manter uma relação demasiado próxima com Trump. Em fevereiro, o antigo presidente da FIFA, Sepp Blatter, classificou mesmo a organização como uma “ditadura” e acusou Infantino de ser excessivamente submisso ao Presidente norte-americano.

Outra das polémicas surgiu quando Trump telefonou a Infantino antes de a FIFA levantar a suspensão do avançado norte-americano Folarin Balogun. O Presidente dos Estados Unidos garantiu, contudo, que nunca pediu ao líder da FIFA para intervir no processo.

Infantino enfrentou igualmente críticas de alguns adeptos que acusam a FIFA de favorecer a Argentina e Lionel Messi. As suspeitas, que circulam há vários anos, ganharam novo fôlego após a controversa vitória argentina sobre o Egito neste Mundial, levando mesmo a seleção egípcia a questionar a consistência e a imparcialidade das decisões da organização.

Espanha voltou ao topo 16 anos depois

A Espanha conquistou o Campeonato do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, conquistando o segundo título mundial da sua história, depois do triunfo alcançado em 2010.

A vitória impediu ainda a Argentina de se tornar a primeira seleção desde o Brasil, em 1962, a conquistar dois Campeonatos do Mundo consecutivos.

Nos minutos finais da partida, a equipa argentina ficou reduzida a dez jogadores depois de Enzo Fernández ter sido expulso com cartão vermelho na sequência de uma entrada dura sobre Pau Cubarsí, lance que acabou por marcar os instantes decisivos da final.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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