N’Gunu Tiny: “Verdadeiro desafio é usar Portugal e Angola para criar empresas globais e conquistar novos mercados”

“A partir de hoje, o Doing Business Angola deixa de ser apenas um encontro empresarial, passa a ser o momento em que, todos os anos, avaliamos o estado da relação económica entre Portugal e Angola e medimos o caminho percorrido e definimos a agenda para o futuro (…) o verdadeiro desafio é usar Portugal e…
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Na abertura da quarta edição do Doing Business Angola, organizada pelo JE e Forbes África Lusófona, N’Gunu Tiny, fundador do Grupo Media Nove, lançou a ideia de se criar uma agenda “Angola Portugal 2035” e a criação de um conselho estratégico Económico entre os dois países.
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“A partir de hoje, o Doing Business Angola deixa de ser apenas um encontro empresarial, passa a ser o momento em que, todos os anos, avaliamos o estado da relação económica entre Portugal e Angola e medimos o caminho percorrido e definimos a agenda para o futuro (…) o verdadeiro desafio é usar Portugal e Angola para criar empresas globais e conquistar novos mercados”, sublinhou N’Gunu Tiny, fundador do Grupo Media Nove, na abertura da 4.ª edição do Doing Business Angola, que acontece esta quarta-feira, 15, em Lisboa, numa organização conjunta entre o Jornal Económico, Forbes África Lusófona (publicações do grupo Medianove).

Nas boas-vindas aos participantes no DBA 2026, N’Gunu Tiny reforçou a ideia da importância das parcerias económicas de futuro entre Angola e Portugal: “há momentos em que as relações entre dois países deixam de ser definidas apenas pela história que partilham e passam a ser definidas pelas escolhas que decidem fazer em conjunto”.

“Se conseguirmos fazê-lo, deixaremos de falar apenas da relação entre Portugal e Angola. Falaremos de uma comunidade económica lusófona mais integrada, mais competitiva e mais influente no mundo”.

Criar um Conselho Estratégico Económico Portugal–Angola

N’Gunu Tiny apresentou a ideia para a criação de uma agenda Portugal–Angola 2035, assente em prioridades concretas: “a criação de um Conselho Estratégico Económico Portugal–Angola, para promover um diálogo permanente entre os setores público e privado; a estruturação de um Fundo Lusófono de Crescimento, capaz de mobilizar capital para projetos estratégicos; o desenvolvimento de um Mercado Lusófono de Capitais, reforçando a integração financeira entre os nossos países; a implementação de um programa estruturado de mobilidade empresarial, que facilite a circulação de empresários, investidores e talento e a construção de cadeias industriais comuns, potenciando complementaridades, inovação e maior valor acrescentado.

N’Gunu Tiny, fundador do Grupo Media Nove (que edita o Jornal Económico, a Forbes Portugal e a Forbes África Lusófona). Foto: Cristina Bernardo

Acrescentou que “uma estratégia Económica Portugal–Angola 2035, com objetivos claros, metas mensuráveis, indicadores de desempenho e prioridades partilhadas, capaz de transformar a nossa relação histórica numa verdadeira parceria para o presente”.

“A história aproximou-nos, a língua uniu-nos e a geografia abriu-nos portas, mas será a economia que decidirá o futuro desta relação. Se o conseguirmos fazê-lo, deixaremos de falar apenas da relação entre Portugal e Angola e passaremos a falar de uma comunidade económica lusófona mais integrada, mais competitiva e mais influente no mundo.”, sublinhou N’Gunu Tiny.

DBA: presente e futuro

Fazendo referência ao DBA, o fundador da Medianove indicou que a 4.ª edição do Doing Business Angola consegui reunir na mesma sala “algo que raramente acontece fora de Angola: o ecossistema de decisão de um dos sectores mais estratégicos da economia nacional, estando aqui representados aqueles que definem políticas públicas, os reguladores, as entidades licenciadoras, os investidores, os produtores, as instituições financeiras e todos aqueles que acreditam no potencial de Angola”.

A finalizar o seu discurso, o responsável da Medianove indicou o desejo de, no próximo anos, na próxima edição do DBA, “possamos olhar para trás e reconhecer que muitas das decisões tomadas hoje contribuíram para escrever mais um capítulo da história económica de Angola”

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