Trump chama “Putin” a Zelensky e acumula lapsos durante conferência de imprensa na cimeira da NATO

Donald Trump chamou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "Presidente Putin" durante uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, antes de tentar corrigir o lapso. O episódio foi um de vários erros cometidos pelo Presidente norte-americano durante a conferência de imprensa conjunta com Zelensky, à margem da cimeira da NATO, realizada na Turquia. Num dos…
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O Presidente norte-americano protagonizou vários lapsos durante uma conferência de imprensa com Volodymyr Zelensky, na cimeira da NATO, voltando a alimentar o debate sobre a sua condição física e mental.
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Donald Trump chamou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “Presidente Putin” durante uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, antes de tentar corrigir o lapso. O episódio foi um de vários erros cometidos pelo Presidente norte-americano durante a conferência de imprensa conjunta com Zelensky, à margem da cimeira da NATO, realizada na Turquia.

Num dos momentos da sessão, Trump apontou para Zelensky e perguntou aos jornalistas se tinham alguma questão para o “Presidente Putin”, antes de aparentemente se aperceber do erro e afirmar que pretendia colocar essas perguntas ao Presidente russo mais tarde, nesse mesmo dia.

Durante a mesma conferência de imprensa, Trump referiu-se também à República Islâmica do Irão como a “República Islâmica do Japão”, ao comentar um ataque iraniano contra um porta-aviões norte-americano.

Ainda na mesma intervenção, designou o acordo nuclear firmado com o Irão durante a Administração Obama — oficialmente conhecido como Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA) — por “JCPOC”, classificando-o como um “péssimo acordo”.

O Presidente norte-americano pronunciou igualmente de forma incorreta o nome da aplicação TikTok, chamando-lhe “tic tac”. “Sabem quem é o número um no tic tac? Sou eu. Sou o número um no TikTok e tudo aquilo de que falo é sobre como o comunismo é mau”, afirmou aos jornalistas.

Trump repetiu o lapso ao referir-se ao TikTok mais tarde, durante a sua intervenção na cimeira da NATO. O Presidente já tinha utilizado a mesma designação na segunda-feira, na Casa Branca, quando falava da sua popularidade na plataforma.

Os vários lapsos surgem num contexto de persistentes questões sobre o estado de saúde e a condição mental de Trump. O Presidente tem sido alvo de atenção devido a discursos frequentemente marcados por divagações, a episódios em que pareceu adormecer em público e à presença visível de hematomas nas mãos e inchaço nos tornozelos durante o seu segundo mandato.

Questionada pela Forbes sobre os erros cometidos pelo Presidente, a Casa Branca não respondeu diretamente às questões, limitando-se a divulgar uma declaração da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em defesa do desempenho de Trump na cimeira da NATO.

Casa Branca defende desempenho de Trump

“O Presidente Trump protagonizou uma maratona de elevado ritmo na cimeira da NATO, participando em quatro momentos distintos com a imprensa, além de uma conferência de imprensa a solo, respondendo sem guião às perguntas dos jornalistas sobre uma vasta gama de temas”, afirmou Karoline Leavitt.

A responsável acrescentou que “o Presidente dominou todas as salas onde esteve, deu aos nossos aliados a firmeza de que necessitavam e deixou a cimeira com uma NATO mais forte e um mundo livre mais unido”.

Debate sobre a saúde continua

As preocupações em torno da saúde de Trump têm sido, em grande medida, ofuscadas pelas comparações com o antigo Presidente Joe Biden, cujo estado físico e cognitivo acabou por levar ao abandono da corrida presidencial de 2024.

Trump tem explorado politicamente esse tema, defendendo que Biden estava tão debilitado do ponto de vista mental que eram os seus colaboradores quem, na prática, governava o país. Entre outros gestos simbólicos, substituiu o retrato de Biden na Presidential Walk of Fame da Casa Branca por uma imagem de uma autopen, dispositivo mecânico utilizado por alguns presidentes para assinar documentos.

Trump tornou-se o Presidente mais velho de sempre a tomar posse nos Estados Unidos e, quando deixar o cargo, em janeiro de 2029, terá 82 anos e sete meses, cerca de cinco meses mais do que Joe Biden tinha quando abandonou a presidência.

Exame médico em maio

O mais recente exame médico de Donald Trump foi realizado em maio, no Walter Reed National Military Medical Center. Na altura, o seu médico, Sean Barbabella, concluiu que o Presidente “continua a gozar de excelente saúde, demonstrando fortes capacidades cardíacas, pulmonares, neurológicas e um bom estado físico geral”. O relatório assinalava ainda que Trump tinha ganho cerca de 6,4 quilogramas desde o exame médico realizado em abril de 2025.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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