Prémio Camões 2026 atribuído a Lídia Jorge

A escritora Lídia Jorge, autora de uma vasta obra literária, como “Misericórdia" venceu o Prémio Camões 2026, anunciou o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto. O júri, reunido na tarde de ontem, quinta-feira, em formato online, deliberou por unanimidade distinguir a escritora algarvia de 80 anos destacando “o diversificado conjunto da sua obra e o…
ebenhack/AP
Lídia Jorge é a vencedora do Prémio Camões 2026. O júri foi unânime em distinguir a autora pelo “diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa”.
Forbes Women Life

A escritora Lídia Jorge, autora de uma vasta obra literária, como “Misericórdia” venceu o Prémio Camões 2026, anunciou o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.

O júri, reunido na tarde de ontem, quinta-feira, em formato online, deliberou por unanimidade distinguir a escritora algarvia de 80 anos destacando “o diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa”.

Em comunicado, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, realça que o prémio reconhece uma das “mais relevantes vozes da literatura portuguesa contemporânea”. Margarida Balseiro Lopes acrescenta que “ao longo de décadas, Lídia Jorge construiu uma obra de enorme exigência intelectual e literária, contribuindo para afirmar a língua portuguesa como espaço de criação, pensamento e diálogo entre culturas”.

O Presidente da República, António José Seguro, já felicitou a autora pelo Prémio Camões. Numa nota divulgada na página da Presidência pode ler-se que “é com muita alegria e honra que o Presidente da República celebra e cumprimenta a escritora Lídia Jorge”, hoje distinguida com o referido Prémio.

O comunicado acrescenta ainda que “o Prémio Camões é um dos corolários de uma carreira literária que o Presidente da República saúda e felicita. A sua voz é, neste momento, a nossa voz”.

A mesma nota lembra que Lídia Jorge foi revelada em 1980 com “O Dia dos Prodígios”, confirmada em livros tão importantes e decisivos para a literatura portuguesa como ‘Notícia da Cidade Silvestre’ (1984), “A Costa dos Murmúrios” (1988), “O Vento Assobiando nas Gruas” (2002), ou “Os Memoráveis” (2014) e o mais recente “Misericórdia”. E destaca que a autora “construiu uma polifonia deslumbrante e trágica, comovente e cheia de inteligência sobre a natureza humana e a condição portuguesa. A sua obra, distribuída pelo romance, conto, ensaio, crónica, teatro e poesia, abriu caminhos singulares na nossa literatura e na forma de pensar Portugal, a nossa sensibilidade, a vida das mulheres portuguesas e a memória de eventos marcantes para a história recente do nosso País”. E conclui que “nessa medida, é um barómetro que tem detetado os sinais de mudança e os movimentos transformadores da sociedade, sem nunca perder um cunho estético de primeira grandeza, o que faz dela uma das grandes vozes na literatura contemporânea de todas as línguas”.

O Prémio Camões, considerado o mais importante galardão de literatura em língua portuguesa, tem um valor pecuniário de 100 mil euros.

Mais Artigos