Em maio último, o montante total de empréstimos concedidos a particulares cresceu 10,5% face ao mesmo mês de 2025, segundo o boletim de estatísticas hoje divulgadas pelo Banco de Portugal. Os dados da instituição mostram ainda que o stock de empréstimos para habitação aumentou 1.150 milhões de euros, atingindo um valor total de 115,7 mil milhões de euros no final do mês passado. Comparando este valor com o mês homólogo do ano anterior, revela-se um crescimento de 10,8%, a maior subida registada num período de 12 meses, desde fevereiro de 2003.
A taxa de variação anual dos empréstimos para habitação mantém assim uma trajetória ascendente, já iniciada em 2024. Situação que não será de estranhar, uma vez que o valor das casas subiu de forma vertiginosa nos últimos anos, facto que leva a que cada contrato de crédito tenha um valor médio superior.
O stock de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas subiu em 145 milhões de euros face a abril último, para um total de 76,2 mil milhões de euros. Comparando com o mês de maio de 2025, este incremento foi de 5,5%.
O montante destinado a empréstimos ao consumo e outros fins subiu, em maio, cerca de 209 milhões de euros, para um total de 35,1 mil milhões de euros. Já a taxa de variação anual deste item registou uma subida de 9,2% entre maio de 2025 e maio último, embora este acréscimo tenha sido inferior à do mês de abril, quer foi de 9,3%. Os empréstimos para outros fins cresceram 9,3% e os empréstimos ao consumo 9,2%.
Os empréstimos a empresas aumentaram 5,5%
No mês em análise, o stock de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas subiu em 145 milhões de euros face a abril último, para um total de 76,2 mil milhões de euros. Comparando com o mês de maio de 2025, este incremento foi de 5,5%, o que revela uma desaceleração face ao crescimento registado em abril, que foi de 6,2%.
O crescimento do stock de empréstimos não foi linear: crédito das microempresas cresceu12,3%, nas pequenas empresas cresceu 7% e nas médias empresas apenas 0,4%. No sentido contrário, as grandes empresas apresentaram uma taxa de variação anual negativa de 0,5%.
Em termos percentuais, o stock de depósitos de particulares cresceu 4,6%, incremento ligeiramente inferior ao de abril, que foi de 4,9%.
As desigualdades são também visíveis quando analisados por setores de atividade. O crédito concedido à Construção e Atividades Imobiliárias desacelerou pela primeira vez em dezembro de 2025, e atingiu, em maio uma taxa de variação anual de 11,9%, contra uma taxa de 12,1% em abril passado. Comércio, Transportes e Alojamento registou uma taxa de 4,6% – menos 1,2 pontos percentuais face a abril. Já o setor de Indústrias e Eletricidade apresentou uma variação anual positiva de 0,6% após um crescimento de 1,6% em abril.
Olhando agora para as estatísticas relativas ao stock de depósitos de particulares nos bancos residentes, o Banco de Portugal revela que este ascendia a 203 mil milhões de euros em maio, superior em 398 milhões de euros, face a abril último. Este stock refletiu um aumento de 197 milhões de euros nas responsabilidades à vista, na qual se incluem maioritariamente depósitos à ordem e 202 milhões nos depósitos a prazo. Em termos percentuais, o stock de depósitos de particulares cresceu 4,6%, incremento ligeiramente inferior ao de abril, que foi de 4,9%.





