IA consumirá 8% da eletricidade mundial em 2050

O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia. Esta é a previsão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório “Perspetivas Mundiais…
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O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.
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O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.

Esta é a previsão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório “Perspetivas Mundiais do Petróleo para 2050”, divulgado hoje, na capital da Áustria, Viena.

Em termos absolutos, o documento detalhou que a procura de eletricidade impulsionada pelos centros de dados e pela IA registará um aumento de 3.606 terawatts-hora (TWh) até 2050.

Os números revelam que o consumo multiplicar-se-á por sete, passando dos 602 TWh registados em 2025 para cerca de 4.208 TWh em meados do século.

Assim, o consumo de eletricidade proveniente destes setores passará de cerca de 2% do total global em 2025 para 8% em 2050.

A IA, com o seu enorme consumo energético, torna-se assim um dos principais motores do crescimento da procura global de eletricidade, que, no conjunto, aumentará mais de 85%, ultrapassando os 50.500 TWh em 2050.

A produção mundial de eletricidade aumentará mais de 85% entre 2025 e 2050, passando de cerca de 32.000 para 59.500 TWh, impulsionada pelo crescimento nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia.

A enorme procura por IA, segundo o relatório, exerce uma grande pressão sobre as redes elétricas nas economias mais avançadas.

Nos EUA, por exemplo, a procura proveniente dos centros de dados e da IA está a crescer mais rapidamente do que a capacidade da rede para a satisfazer, pelo que algumas empresas tecnológicas planeiam construir fontes de energia fora da rede pública.

O grande desafio dos centros de dados e da IA é que exigem um fornecimento de eletricidade ininterrupto, contínuo e altamente fiável, algo que as energias renováveis, devido à sua natureza intermitente, nem sempre conseguem garantir.

Perante esta situação, o relatório da OPEP destacou a tendência das empresas do setor energético para apostar na energia nuclear como fonte de energia.

Grandes empresas como a Amazon, a Google, a Microsoft e a Meta anunciaram possíveis acordos de fornecimento de eletricidade ligados à energia nuclear, em muitos casos relacionados com o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMR), salientou a organização.

Lusa

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