Lançado em maio último pela Brand Finance, o novo ranking relativo aos de Valor de Marca Nacional revela uma pressão crescente sobre as principais nações ocidentais, enquanto potências médias resilientes superam os seus pares. E concluiu: os países do G7 perderam, em 2026, um total, 4,5 biliões de dólares (cerca de 3,92 biliões de euros) em valor de marca nacional, à medida que as tensões geopolíticas, as tarifas e a incerteza económica enfraquecem as percepções e as perspectivas económicas.
Os Estados Unidos, o país que lidera o ranking das marcas nacionais mais poderosas, registaram uma quebra de valor de marca de cerca de 7%, enquanto a Alemanha caiu 8%. Igualmente na Europa, a França perdeu 7% do seu valor, o Reino Unido 5%, e a Itália 4%. O Japão com uma quebra de 14% foi o que mais perdeu valor, seguido do Canadá, com uma queda de 12%. Segundo a Brand Finance, o enfraquecimento da coesão da aliança ocidental, combinado com pressões inflacionistas persistentes e custos energéticos elevados, contribuiu para a deterioração do sentimento em torno de várias potências económicas estabelecidas.
A Irlanda subiu oito lugares no ranking, com o valor da marca nacional a aumentar 22%, enquanto a Dinamarca subiu quatro lugares, com um crescimento de 10%.
Em sentido contrário, o valor da marca nacional da China aumentou 7%, em 1,5 biliões de dólares (cerca de 1,3 biliões de euros), para os 22 biliões de dólares (19 biliões de euros) continuando a sua rápida ascensão e reduzindo a diferença em relação aos Estados Unidos em 24% em apenas um ano. Em comunicado, a Brand Finance explica que atribui este crescimento à capacidade da China de redirecionar as exportações e manter a resiliência, apesar do consumo interno mais fraco e das tensões comerciais em curso.
A consultora especializada em valor de marcas explica ainda que várias economias de média dimensão apresentaram um desempenho sólido em 2026. A Irlanda subiu oito lugares no ranking, com o valor da marca nacional a aumentar 22%, enquanto a Dinamarca subiu quatro lugares, com um crescimento de 10%. Os Emirados Árabes Unidos registaram um aumento de 5%, a Arábia Saudita subiu 2% e o Catar aumentou o valor da sua marca em 12%.
Este grupo de países tem beneficiado de setores resilientes como o é o caso do farmacêutico, do tecnológico, do logístico, do químico e do energético. E destaca que marcas empresariais conceituadas, como a Novo Nordisk na Dinamarca, a Emirates nos Emirados Árabes Unidos e a Aramco na Arábia Saudita, continuam a gerar efeitos positivos para a reputação e a atratividade económica destes países. Já a marca nacional da Irlanda beneficia do facto de acolher sedes regionais de grandes empresas tecnológicas, como a Apple, a Google e a Meta.
«Olhando para o futuro, a lição para os líderes das marcas nacionais é clara: a vantagem competitiva resultará cada vez mais da combinação de estratégia económica com uma forte gestão da reputação”, diz Alex Haigh, diretor de Avaliação de Marcas Nacionais da Brand Finance.
O ranking de 2026 destaca também um grupo crescente de economias emergentes onde as perceções do Soft Power estão a melhorar, apesar da queda nos valores da marca nacional. O destaque vai para o Brasil, cuja pontuação de Soft Power aumentou, enquanto o valor da sua marca nacional diminuiu19%, para os atuais 788 mil milhões de dólares (684 mil milhões de euros). Tendências semelhantes foram observadas na Polónia, no Vietname, no Paquistão, na Argentina, no Bangladesh, na Roménia e no Cazaquistão.
«O ranking de 2026 demonstra que o valor da marca nacional é cada vez mais moldado pela resiliência, pelo foco estratégico em setores específicos e pela gestão da reputação a longo prazo. Enquanto muitas potências ocidentais tradicionais enfrentam desafios económicos e geopolíticos, as nações que construíram um posicionamento claro em torno de setores não cíclicos, como a tecnologia, a indústria farmacêutica, a logística e a energia, continuam a crescer tanto em termos de perceção como de valor”, refere Konrad Jagodzinski, diretor de Place Branding da Brand Finance.
Já Alex Haigh, diretor de Avaliação de Marcas Nacionais da Brand Finance, comentou em comunicado: «Olhando para o futuro, a lição para os líderes das marcas nacionais é clara: a vantagem competitiva resultará cada vez mais da combinação de estratégia económica com uma forte gestão da reputação. Os países que investem consistentemente no Soft Power, apoiam campeões nacionais reconhecidos globalmente e comunicam uma visão de longo prazo distinta estarão melhor posicionados para atrair investimento, talento, turismo e comércio numa economia global cada vez mais fragmentada
As 10 marcas-país mais valiosas em 2026
- EUA: 34,7 biliões de dólares
- China: 22 biliões de dólares
- Alemanha: 4,6 biliões de dólares
- Reino Unido: 4,2 biliões de dólares
- França: 3,6 biliões de dólares
- Japão: 3,6 biliões de dólares
- Canadá: 2,4 biliões de dólares
- Itália: 2,3 biliões de dólares
- Espanha: 2,1 biliões de dólares
- Índia: 1,9 biliões de dólares
(Fonte: Brand Finance)





