O setor segurador global cresceu 7,1% em 2025, atingindo 6,9 biliões de euros, o que representa um acréscimo de 456 mil milhões de euros no volume global de prémios, enquanto em Portugal o mercado registou um crescimento expressivo de 12,2%, impulsionado pela forte recuperação do ramo Vida. Os dados são do mais recente Global Insurance Report da Allianz Research, “que confirma o papel crescente dos seguros num contexto global marcado por maior fragmentação e aumento da necessidade de proteção”.
Apesar de uma ligeira desaceleração face ao crescimento excecional de 2024 (+9,4%), o setor manteve-se acima da média anual dos últimos dez anos (+5,6%).
O ramo Vida continua a liderar o mercado global, com 2,861 biliões de euros, seguido pelo Não Vida (2,320 biliões) e pela Saúde (1,688 biliões).
O segmento Não Vida cresce +3,8%. Já o ramo Vida cresceu +6,9%, com a Ásia a afirmar-se como principal motor global.
O seguro de Saúde destaca-se como o segmento mais dinâmico, com um crescimento de +12,3%, impulsionado pelo envelhecimento da população, aumento dos custos médicos e pressão sobre os sistemas públicos.
Portugal a crescer dois dígitos
O mercado segurador português registou um crescimento de 12,2% em 2025, atingindo 16 mil milhões de euros em prémios, muito acima da média da última década.
O principal motor foi o ramo Vida, que cresceu +17,1%, representando cerca de metade do mercado: “Apesar da forte recuperação dos últimos dois anos, os prémios do ramo Vida permanecem abaixo dos níveis registados há uma década”, comenta a Allianz, em comunicado. O segmento Não Vida avançou +8,3%, enquanto o seguro de Saúde registou um crescimento de +5,0%.
Como será a próxima década?
O relatório antecipa que o setor segurador global cresça, em média, +5,3% ao ano até 2036, ligeiramente acima do crescimento económico.
Em Portugal, prevê-se um crescimento médio de +4,5% ao ano, com destaque para o segmento de Saúde, que deverá manter-se como o mais dinâmico (+8,1%).
A nível global, a Ásia continuará a liderar o crescimento, “refletindo tendências demográficas e a crescente necessidade de proteção privada”, indica a análise.





