Factoring, leasing e renting são, de uma maneira simplista, formas alternativas ao financiamento convencional. O renting e o leasing são os mais conhecidos do público, pois estão associados a bens de largo consumo, como é o caso dos automóveis. O primeiro diz respeito ao aluguer operacional de um veículo novo para um determinado prazo e quilometragem, mediante o pagamento de uma renda fixa. Já o segundo diz respeito a um contrato em que o locador cede ao cliente a utilização temporária de um bem, móvel ou imóvel, mediante o pagamento de uma renda. Já o factoring consiste na aquisição de faturas, ou créditos de curto prazo, derivados da venda de produtos ou da prestação de serviços.
O setor do factoring encerrou o ano de 2025 com créditos tomados de 51,5 mil milhões de euros, – valor que representa cerca de 20% do PIB nacional – o representou um crescimento de 12,7% face ao montante de 2024.
A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), entidade que reúne os principais protagonistas destas três áreas de negócio, acaba de anunciar o valor da produção de 2025 destes três segmentos. Segundo os dados recolhidos por esta associação, a atividade de cada uma destas áreas cresceu durante o ano passado, com o factoring a atingir um crescimento histórico. Este negócio encerrou o ano com créditos tomados de 51,5 mil milhões de euros, – valor que representa cerca de 20% do PIB nacional – o representou um crescimento de 12,7% face ao montante de 2024. Segundo a ALF este crescimento é sinónimo da importância que este tipo de financiamento tem para as empresas, representando um pilar de apoio à gestão da sua tesouraria e da sua atividade exportadora. O factoring doméstico cresceu 16,3%, para os 21,8 mil milhões de euros e o factoring internacional atingiu os 6,1 mil milhões de euros, sendo que o factoring à exportação atingiu os 5,6 mil milhões de euros e um crescimento de 5,7%.
Renting de veículos ligeiros em alta
Já o renting de veículos ligeiros assistiu a um crescimento de 9,6% face a 2024, registando uma produção acumulada de 42.332 viaturas novas. Em valor de investimento, a produção, que cresceu 5,6%, atingiu 1,2 mil milhões de euros. A frota total gerida pelas empresas associadas da ALF ascendia, no final de 2025, a 146.160 viaturas em circulação, avaliadas em cerca de 3,16 mil milhões de euros. A ALF refere que o renting continua a ser relevante para a transição energética, já que, em 2025, forma contratadas 10.827 viaturas com zero emissões – cerca de 25,6% do total -, o que representou um crescimento de 17,6% face a 2024. E, considerando também os veículos híbridos e plug-in híbridos, mais de 50% das novas viaturas adquiridas via renting têm motorização eletrificada. Aliás, um em cada cinco veículos elétricos ligeiros novos vendidos em Portugal, foram adquiridos pelas empresas de renting. Na frota total, os veículos com zero emissões cresceram 45%, atingindo mais de 27 mil unidades, e os veículos a gasóleo recuaram 18,7%.
“Estes números refletem a confiança que o tecido empresarial português deposita nas soluções dos nossos associados”, afirma, em comunicado, Luís Augusto, presidente de Direção da ALF.
Olhando agora para os números relativos ao leasing, o mobiliário totalizou 2,24 mil milhões de euros, representando um crescimento de 4,0% face aos 2024, sendo os veículos ligeiros o principal segmento, com 974 milhões de euros de produção e os pesados atingiram os 554 milhões de euros. Já a produção de leasing imobiliário apenas cresceu 0,7% em 2025, para os 917 milhões de euros, sendo que as empresas e entidades públicas representam 95% do valor total.
Luís Augusto, presidente de Direção da ALF, refere, a propósito que “Os resultados de 2025 são muito positivos e confirmam o papel estrutural dos setores do leasing, factoring e renting no financiamento e modernização da economia portuguesa. O factoring bate um novo máximo histórico, o renting afirma-se como motor da transição energética nas frotas empresariais e o leasing reforça o seu papel insubstituível no apoio ao investimento produtivo. Estes números refletem a confiança que o tecido empresarial português deposita nas soluções dos nossos associados”.





