Kristin: Moratórias protegeram mais de mil milhões de euros em créditos

As moratórias de crédito associadas à tempestade Kristin abrangeram, entre 28 de janeiro e 28 de abril,1243 empresas e 5613 particulares. As contas são do Banco de Portugal que realça que, os empréstimos abrangidos representavam 1063,1 milhões de euros em janeiro. Deste montante, 651,8 milhões de euros correspondiam a empréstimos concedidos a empresas e 411,3…
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As moratórias de crédito criadas para fazer face aos prejuízos da tempestade Kristin protegeram mais de mil milhões em empréstimos. Entre 28 de janeiro e 28 de abril, foram beneficiados 1243 empresas e 5613 particulares.
Economia

As moratórias de crédito associadas à tempestade Kristin abrangeram, entre 28 de janeiro e 28 de abril,1243 empresas e 5613 particulares. As contas são do Banco de Portugal que realça que, os empréstimos abrangidos representavam 1063,1 milhões de euros em janeiro.

Deste montante, 651,8 milhões de euros correspondiam a empréstimos concedidos a empresas e 411,3 milhões de euros a empréstimos concedidos a particulares. A medida abrangeu 90 concelhos, sobretudo das regiões Centro e Vale do Tejo.

A medida terminou no passado mês de abril, mas já foi prolongada por mais um ano, terminando em abril de 2027.

O banco central detalha que “na sequência da tempestade Kristin, que atingiu Portugal no início de 2026, o Governo declarou a situação de calamidade em vários concelhos, sobretudo nas regiões Centro e do Vale do Tejo, e aprovou apoios para as famílias e empresas afetadas”. As moratórias destinavam-se a empresas com sede ou atividade económica nos municípios abrangidos pela situação de calamidade.

No caso dos particulares, as moratórias aplicavam-se a quem tivesse crédito à habitação própria permanente localizada nesses municípios ou a quem estivesse abrangido por regime de lay-off em empresa com sede ou atividade económica nesses territórios, independentemente do tipo de crédito.

De acordo com os dados divulgados pelo banco liderado por Álvaro Santos Silva, “entre os particulares que beneficiaram da medida, 95,1% do montante em moratória correspondia a crédito à habitação”.

No conjunto dos municípios abrangidos, o crédito em moratória representou 1,5% do total de crédito à habitação elegível. A percentagem foi mais elevada na Marinha Grande (8,5%) e em Leiria (5,6%).

No caso das empresas, os cinco concelhos com maior número de entidades abrangidas foram Leiria, Marinha Grande, Coimbra, Pombal e Lisboa, num total de 514 empresas com atividade nos concelhos afetados.

Numa análise por setor de atividade económica, destacaram-se as indústrias transformadoras, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido.

Por dimensão, 92,8% do montante em moratória correspondia a crédito de micro, pequenas e médias empresas. As grandes empresas representavam apenas 7,2%.

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