Trump leva bilionários com fortuna combinada de 870 mil milhões de dólares à China

O Presidente norte-americano Donald Trump convidou um grupo de bilionários, cuja fortuna combinada ronda os 870 mil milhões de dólares (739 mil milhões de euros), para integrar a comitiva da viagem oficial à China que Trump fará esta semana, de 13 a 15 de maio, período durante o qual se reunirá com o Presidente chinês…
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Donald Trump convidou vários bilionários e empresários mais influentes dos Estados Unidos para o acompanhar na viagem oficial que fará a Pequim, de 13 a 15 de maio.
Economia

O Presidente norte-americano Donald Trump convidou um grupo de bilionários, cuja fortuna combinada ronda os 870 mil milhões de dólares (739 mil milhões de euros), para integrar a comitiva da viagem oficial à China que Trump fará esta semana, de 13 a 15 de maio, período durante o qual se reunirá com o Presidente chinês Xi Jinping.

O encontro, o primeiro entre os dois líderes durante o segundo mandato de Trump, decorre num contexto de tensões relacionadas com comércio internacional, guerra no Irão e competição estratégica na área da inteligência artificial.

Entre os bilionários que deverão acompanhar Trump a Pequim estão Elon Musk, fundador da Tesla, com uma fortuna estimada em 823,3 mil milhões de dólares (699 mil milhões de euros) e homem mais rico do mundo; Stephen Schwarzman, chairman e CEO da Blackstone, com 40,5 mil milhões de dólares de fortuna (34,4 mil milhões de euros); Tim Cook, CEO da Apple, com um património de 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros); Larry Culp, CEO da General Electric, com uma riqueza estimada em 1,8 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros); e Larry Fink, CEO da BlackRock, com uma fortuna de 1,3 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros).

Além destes nomes, a comitiva deverá incluir vários executivos de topo de grandes empresas norte-americanas. Entre eles estão Kelly Ortberg, CEO da Boeing, David Solomon, CEO da Goldman Sachs, e Jane Fraser, CEO do Citigroup. No total, 16 executivos de empresas dos EUA deverão participar na cimeira.

Vários dos participantes têm atualmente negociações ou interesses comerciais relevantes na China.

Kelly Ortberg afirmou recentemente, durante a apresentação de resultados da Boeing, que a China poderá encomendar “um grande número” de aviões da empresa, segundo a CNBC. Já Jane Fraser declarou à Bloomberg, em novembro, que os investidores voltaram a demonstrar interesse no mercado chinês.

A Bloomberg avançou em março que a Boeing estaria perto de concluir uma encomenda de 500 aeronaves 737 Max, coincidindo com o encontro entre Trump e Xi Jinping, citando fontes não identificadas.

Jensen Huang fica fora da viagem

Uma das ausências mais notadas será Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, cuja fortuna é estimada em 190,5 mil milhões de dólares (161,8 mil milhões de euros). Segundo informações avançadas pela imprensa norte-americana, Huang não deverá integrar a comitiva presidencial. Na semana passada, o empresário afirmou à CNBC que acompanharia Trump caso fosse convidado. O CEO da Nvidia é considerado um dos principais conselheiros de Trump em matérias relacionadas com inteligência artificial.

Outros executivos convidados

Entre os restantes executivos convidados para a viagem encontram-se Dina Powell McCormick, da Meta; Brian Sikes, da Cargill; Sanjay Mehrotra, da Micron; Cristiano Amon, da Qualcomm; Ryan McInerney, da Visa; Michael Miebach, da Mastercard; Jacob Thaysen, da Illumina; e Jim Anderson, da Coherent.

Chuck Robbins, CEO da Cisco, chegou a integrar a lista inicial de convidados, mas a empresa informou posteriormente que o executivo não poderá participar, segundo o The New York Times.

Comércio, Irão e inteligência artificial dominam agenda

Trump deverá reunir-se com Xi Jinping na quinta-feira, dia 14, para uma cimeira de dois dias que tinha sido inicialmente prevista para março, mas acabou adiada devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

A guerra deverá ser um dos principais temas das conversações. A China é atualmente o maior comprador de petróleo iraniano e Trump tem apelado a Pequim para ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz.

Os dois países estarão também a considerar retomar conversações oficiais sobre inteligência artificial, segundo o Wall Street Journal, que cita fontes não identificadas. Estados Unidos e China procuram afirmar liderança num setor considerado estratégico e em rápido crescimento.

Tanto Pequim como Trump têm manifestado interesse em evitar um agravamento das tensões bilaterais. Em abril, Trump escreveu na Truth Social que esperava “um grande e caloroso abraço” de Xi Jinping.

Já a embaixada chinesa nos Estados Unidos escreveu na segunda-feira, na rede social X, que Xi e Trump irão discutir “questões importantes relativas às relações bilaterais e à paz e desenvolvimento mundial”.

A mesma mensagem acrescenta: “A China e os Estados Unidos precisam de expandir a cooperação e gerir as diferenças num espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo.”

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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