Embora não seja português, contém ADN português na sua essência. O unicórnio Anchorage Digital foi cofundado por um antigo aluno do Instituto Superior Técnico, Diogo Mónica, em 2017, nos Estados Unidos, com o seu amigo e colega Nathan McCauley. A startup criou o primeiro banco de criptoativos regulamentado a nível federal nos Estados Unidos, a Anchorage Digital Bank, seguindo-se instituições como a Anchorage Digital Singapore e a Anchorage Digital New York. Tornou-se unicórnio em 2021, ao atingir uma avaliação superior a mil milhões de dólares, e atualmente vale qualquer coisa como 4,2 mil milhões de dólares (cerca de 3,57 mil milhões de euros). A fintech é financiada por instituições de referência no mundo financeiro, como a Andreessen Horowitz, a GIC, a Goldman Sachs, a KKR e a Visa.
Sediada em São Francisco, na Califórnia, a Anchorage Digital tem escritórios no Porto, local onde trabalham cerca de cem colaboradores e disponibiliza, nesta cidade, a carteira de autocustódia Porto by Anchorage Digital. Agora, a instituição anuncia que está a reforçar a sua aposta no mercado português e que vai investir perto de dois milhões de euros para desenvolver esta carteira de ativos digitais no Porto, concebida para facilitar o acesso seguro de instituições ao ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi). Lançado em fevereiro de 2024, o Porto by Anchorage Digital foi desenhado para responder às exigências de segurança e operacionalização das instituições que atuam no mercado de ativos digitais, permitindo interação direta com protocolos DeFi, execução de swaps nativos e implementação de estratégias on-chain a partir de autocustódia.
Sediada em São Francisco, na Califórnia, a Anchorage Digital, tornou-se unicórnio em 2021, ao atingir uma avaliação superior a mil milhões de dólares, e atualmente vale qualquer coisa como 4,2 mil milhões de dólares (cerca de 3,57 mil milhões de euros).
Em comunicado, a empresa explica que esta solução integra funcionalidades de mitigação de risco, incluindo análise em tempo real de aplicações descentralizadas e avaliação de risco de smart contracts, ajudando a identificar potenciais vulnerabilidades antes de qualquer interação.
Este projeto, apoiado pela Agenda BlockchainPT, envolve equipas no Porto e Lisboa, num total de 19 profissionais especializados nas áreas de engenharia, produto e design, tendo recebido um apoio público de cerca de um milhão de euros. A empresa acredita que este investimento reforça o posicionamento de Portugal como polo europeu de inovação blockchain. A próxima fase do projeto prolonga-se até 30 de junho de 2026, período durante o qual a empresa prevê continuar a expandir as capacidades da plataforma.
“O Porto não é apenas um produto; é um pilar crítico da Agenda Blockchain Portuguesa mais ampla. O financiamento que recebemos permitiu-nos acelerar o desenvolvimento de uma carteira de ativos digitais verdadeiramente autocustodial e segura, alinhando-se diretamente com a visão do governo para um futuro web3 robusto”, refere, a propósito, Boaz Avital, head of product da Anchorage Digital. O responsável acrescenta ainda, citado em comunicado, que “Para nós, isto representa um salto significativo, transformando a nossa trajetória de um desenvolvedor para um fornecedor de infraestrutura chave. Prevemos que o impacto da aplicação Porto será imediato e significativo, fornecendo uma porta de entrada segura que não só fomentará a confiança dos utilizadores, mas também atrairá novos investimentos e inovação para a economia digital de Portugal.”





