Há mais de seis décadas que o empreendimento Sotogrande é sinónimo de luxo e exclusividade, atraindo elites de todo o mundo. Foi fundado em 1962 por Joseph McMicking, um empresário filipino-americano que serviu no Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Impressionado com o exclusivo empreendimento habitacional Forbes Park, situado em Manila, o empresário quis criar uma comunidade semelhante e partiu em busca do local perfeito. Encontrou-o no sul de Espanha, na província de Cádis, a apenas meia hora de Marbella.
Atualmente este empreendimento, que ocupa cerca de 20 quilómetros quadrados junto ao mar, é um paraíso para os detentores de grandes fortunas e celebridades de todo o mundo, que procuram um luxo discreto, próximo da natureza e da autenticidade. Oferece cinco clubes de golfe, um clube de polo, um prestigiado colégio internacional e tantas outras vantagens. No Verão chega a receber cerca de 12 mil pessoas. Nomes como o Lionel Messi, Rafa Nadal, Hugh Grant, Jaime Marichalar aparecem na lista de proprietários na zona a que já chamam de Mónaco espanhol.

Composta por diversas áreas residenciais, umas mais exclusivas do que outras, há construção nova a ser desenvolvida. As villas mais em conta oferecem apartamentos a partir dos 780 mil euros, mas as mais caras ficam acima do patamar dos 7,6 milhões de euros. Segundo relatos da imprensa espanhola, os preços deste empreendimento valorizaram cerca de 30% entre 2024 e 2025, estando o preço médio de venda nos 17 milhões de euros.
Casa de luxo redesenhada por arquiteto português
O português Ricardo Azevedo, através do seu estúdio Ricardo Azevedo X Partners, fundado em 2002 em Santo Tirso, foi convidado a redesenhar uma das moradias mais exclusivas na Villa Sotogrande. Com cerca de 1.500 metros quadrados de área de construção, a casa, implantada numa geometria retangular, destaca-se pelas suas escadas monumentais que culminam num grande círculo em pedra natural, elemento central que desenha a área lounge envolvente.

A entrada principal foi concebida para refletir a monumentalidade da residência. Um imponente painel vertical trabalhado marca o acesso principal, verticalidade que se prolonga para o interior da moradia através de espaços de pé-direito duplo. A escala arquitetónica foi valorizada por peças de iluminação escultóricas cuidadosamente selecionadas para acentuar a elegância e a imponência dos ambientes. Segundo o atelier, as formas orgânicas articulam-se com zonas ajardinadas elevadas, criando uma atmosfera sofisticada, intimista e profundamente sensorial.
A sala de estar assume-se como um dos espaços centrais da casa, estabelecendo uma forte relação visual com a circulação do piso superior.






