Mudar de vida para educar: a história real de quem transformou o seu futuro com o Kumon

Filipa Vaz Sena teve esse momento. Hoje gere um centro de educação em Lisboa e prepara a abertura do segundo. Não é uma história de desistência. É uma história de recomeço e, talvez, de redefinição do que significa ter sucesso. Já não basta ter emprego. É preciso que faça sentido Os dados confirmam-no. Em 2025,…
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Há carreiras que parecem exemplares: Doutoramento, investigação científica, anos de especialização. E depois há o momento em que alguém percebe que isso não chega
Forbes LAB

Filipa Vaz Sena teve esse momento. Hoje gere um centro de educação em Lisboa e prepara a abertura do segundo. Não é uma história de desistência. É uma história de recomeço e, talvez, de redefinição do que significa ter sucesso.

Já não basta ter emprego. É preciso que faça sentido

Os dados confirmam-no. Em 2025, o Workmonitor da Randstad registou, pela primeira vez, que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ultrapassa o salário como principal prioridade. Segundo um inquerito feito pela Delloite, a 89% da Geração Z consideram o propósito essencial para a satisfação profissional e quando isso falha, as consequências são reais: 29% dos trabalhadores europeus reportam stress ou depressão com origem direta no trabalho. As carreiras já não se medem apenas pelo percurso, mas sim pelo impacto.

A doutorada que trocou o laboratório por uma sala de estudo

Filipa Vaz Sena passou mais de uma década na investigação científica. Biociências Moleculares, fez um doutoramento, um percurso alinhado com aquilo que durante anos foi visto como uma trajetória segura. Mas havia um desfasamento difícil de ignorar. O impacto do seu trabalho demorava anos a materializar-se e, quando acontecia, raramente era visível para quem estava fora do meio académico. “Sempre gostei de orientar alunos e de acompanhar o seu crescimento. Quando percebi que o meu trabalho na ciência tinha pouco impacto direto na comunidade, procurei uma alternativa que unisse educação e realização pessoal”, conta.

A decisão ganhou forma durante a licença de maternidade. Em outubro de 2023, abriu o Centro Kumon Lisboa-Miraflores. Hoje acompanha mais de 150 alunos, tem uma equipa de quatro pessoas e inicia a abertura de um segundo centro este mês, em Oeiras. “O Kumon permite-me ver, todos os dias, o impacto direto do meu trabalho no crescimento das crianças. E isso muda tudo.” Não foi um salto no escuro. Mas também não foi automático. A estrutura do Kumon, formação inicial, acompanhamento contínuo, apoio em gestão e marketing, transformou uma intenção num projeto viável. E, mais importante, replicável.

O que o Kumon ensina, e porque é que isso importa agora

Há uma pergunta que fica no ar depois de ouvir a história da Filipa: o que é que uma investigadora em biociências moleculares foi encontrar num centro Kumon que não encontrou num laboratório? A resposta tem a ver com autonomia. E é também a resposta que a Kumon oferece às crianças.

O método Kumon, aplicado nas áreas da matemática e inglês, parte de um princípio simples: cada aluno aprende ao seu ritmo, a partir do seu nível real. Cada aluno começa onde está de facto, não onde o programa escolar diz que deveria estar. Avança ao seu ritmo, descobre as respostas por si próprio. O orientador não resolve: guia. É uma diferença pequena na prática e enorme nos resultados.

Os dados confirmam o que a intuição sugere. Um estudo publicado na revista Mathematics (MDPI, 2019) acompanhou 30.849 alunos e concluiu que quanto mais cedo se começa, maior a probabilidade de trabalhar acima do nível escolar⁴. Investigadores da Universidade de Osaka foram mais longe: o Kumon desenvolve persistência, capacidade de autocorrecção e raciocínio por analogia⁵, competências que a escola raramente avalia mas que toda a gente reconhece como decisivas. E o contexto português torna tudo isto ainda mais urgente. Quase um terço dos alunos de 15 anos tem fraco desempenho em matemática⁶, e Portugal ficou em último lugar entre os países da UE no estudo TIMSS. Não é um problema de inteligência. É um problema de método.

Um modelo em crescimento e um sinal de mudança

A Kumon data de 1955 e até ao ano passado contava com 3,57 milhões de alunos em dezenas de países e regiões em todo o mundo⁷. Em Portugal chegou em 2019 e tem crescido de forma consistente desde então. A meta é ultrapassar os 20 centros nos próximos anos, com potencial para o dobro, segundo a própria estrutura. Manuel Couto, Coordenador da Kumon em Portugal, é directo sobre o que explica esse crescimento: “O sucesso da marca deve-se à sua reputação internacional e à consistência dos resultados do método. Desde 2019 temos vindo a expandir a rede, aumentando o número de centros e de alunos em todo o país.”
Quem abre um centro recebe formação inicial, acompanhamento contínuo e entra num negócio com um investimento relativamente acessível para o sector. Não promete resultados rápidos. Promete consistência. “O nosso modelo oferece uma marca consolidada, com forte procura no sector da educação extraescolar e um investimento inicial relativamente acessível, com formação completa e acompanhamento permanente.” Manuel Couto, Coordenador da Kumon em Portugal

No final, é sempre sobre as crianças

A Filipa não fala da sua mudança como uma decisão corajosa. Fala dela como algo que era óbvio, assim que parou para pensar. A ciência ensinava-lhe a ser rigorosa, a trabalhar com dados, a não desistir quando o resultado não aparecia de imediato. O Kumon usa exactamente isso, todos os dias, com cada criança. Neste momento, há alunos a ganhar autonomia. A não depender da resposta imediata, a construir soluções, a aceitar o erro como parte do processo. São aprendizagens pouco visíveis, mas duradouras e, muitas vezes, decisivas na forma como cada um virá a definir o seu caminho.

Este conteúdo foi produzido em parceria com o Kumon. 

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