A cinebiografia de Michael Jackson, “Michael”, gerou 97 milhões de dólares (cerca de 82,9 milhões de euros) nas salas norte-americanas no fim de semana de estreia, de acordo com estimativas iniciais avançadas pela imprensa especializada de Hollywood, estabelecendo um novo recorde para o maior arranque de sempre de uma biografia e posicionando-se imediatamente entre as maiores estreias do ano.
“Michael” arrecadou 97 milhões de dólares (cerca de 82,9 milhões de euros) na América do Norte, aos quais se somam mais 120,4 milhões de dólares (cerca de 102,9 milhões de euros) a nível global, para um total de cerca de 217 milhões de dólares (aproximadamente 185,5 milhões de euros), colocando-o entre os maiores lançamentos do ano até ao momento.
O filme superou também o recorde de maior estreia de sempre para uma biografia musical, anteriormente detido por “Straight Outta Compton”, sobre os N.W.A., que arrecadou 60,2 milhões de dólares (cerca de 51,5 milhões de euros) no seu fim de semana de estreia em 2015, bem como o recorde geral de abertura para uma biografia, que pertencia a “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, com 82,4 milhões de dólares (cerca de 70,4 milhões de euros) em 2023.
O desempenho superou largamente as expectativas do mercado, uma vez que a BoxOffice Pro previa receitas entre 65 milhões de dólares e 75 milhões de dólares (cerca de 55,6 milhões a 64,1 milhões de euros) para o fim de semana de estreia.
“Michael” torna-se assim a segunda maior estreia de 2026, ultrapassando os 80,5 milhões de dólares (cerca de 68,8 milhões de euros) de “Project Hail Mary”, mas ficando abaixo de “The Super Mario Galaxy Movie”, que arrecadou 131,7 milhões de dólares (cerca de 112,6 milhões de euros) na sua estreia no início deste mês.
Apesar do desempenho comercial, o filme realizado por Antoine Fuqua e protagonizado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista, recebeu críticas negativas, com uma classificação de 38% no Rotten Tomatoes e uma avaliação “geralmente desfavorável” no Metacritic. Ainda assim, a receção do público tem sido significativamente mais positiva, com uma taxa de aprovação de 97% no Rotten Tomatoes e uma classificação A- no Cinemascore, atribuída por espectadores após as sessões.
“Michael” foi produzido com um orçamento estimado de 150 milhões de dólares (cerca de 128,2 milhões de euros). No entanto, estimativas anteriores da Forbes apontam que o filme terá de gerar cerca de 500 milhões de dólares (aproximadamente 427,3 milhões de euros) para atingir o ponto de equilíbrio financeiro. No ano passado, a produção eliminou um final planeado que faria referência às alegações de abuso sexual de menores associadas ao cantor na década de 1990. Os produtores terão receado conflitos com um acordo judicial de 1994 com um dos acusadores, que incluía uma cláusula que impedia a dramatização dessa história. A produção teve ainda de agendar 22 dias de refilmagens em julho do ano passado, com custos estimados pela Forbes até 25 milhões de dólares (cerca de 21,4 milhões de euros), embora outras fontes apontem para valores que podem ter atingido 50 milhões de dólares (cerca de 42,7 milhões de euros) por pouco menos de três semanas de filmagens.
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Mais de 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,6 mil milhões de euros) é o valor que a Forbes estima que o património de Michael Jackson tenha gerado desde a sua morte, em 2009.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.





