Portugal, Espanha, Itália e Grécia conquistam investimento imobiliário em 2026

O relatório ‘Southern Europe’s real estate markets’, divulgado pela consultora Savills, revela que os mercados imobiliários do Sul da Europa deverão continuar a registar um desempenho acima da média europeia. A justificação para este cenário resulta do crescimento económico robusto, da procura ocupacional sólida e um interesse crescente dos investidores internacionais. A Savills realça que…
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Os mercados imobiliários do Sul da Europa deverão manter crescimento acima da média da União Europeia em 2026. O relatório ‘Southern Europe’s real estate markets’ da Savills refere que Espanha, Portugal, Itália e Grécia contribuíram para um volume de cerca de 35 mil milhões de euros em investimento imobiliário em 2025.
Economia

O relatório ‘Southern Europe’s real estate markets’, divulgado pela consultora Savills, revela que os mercados imobiliários do Sul da Europa deverão continuar a registar um desempenho acima da média europeia. A justificação para este cenário resulta do crescimento económico robusto, da procura ocupacional sólida e um interesse crescente dos investidores internacionais.

A Savills realça que Espanha, Portugal, Itália e Grécia “atingiram em 2025 um máximo histórico de investimento, afirmando-se como uma das principais regiões imobiliárias da Europa”. Em conjunto os quatro países contribuíram para um volume de cerca de 35 mil milhões de euros em investimento imobiliário em 2025, um máximo histórico e 24% acima de 2024, “o que demonstra a capacidade da região para captar capital internacional mesmo num contexto europeu exigente”.

 

A consultora refere que, em Portugal, as projeções apontam para um crescimento do PIB de 2,1% em 2026, mais do dobro da média estimada para a UE27, o que reforça a atratividade do país para ocupantes e investidores.

Entre os fatores que a Savills identifica e que contribuem para o desempenho robusto do imobiliário no Sul da Europa está o aumento da oferta de ativos para investimento, com o crescimento de segmentos alternativos e de living, como lares e unidades de cuidados continuados, residências para seniores e alojamento para estudantes. Outro fator é a menor exposição do retalho ao e‑commerce, face a alguns dos principais mercados do Norte da Europa, o que ajuda a manter níveis de ocupação e de rendas mais estáveis.

O CEO da Savills Iberia e Head of Southern Europe, Jaime Pascual-Sanchiz, salienta que “o Sul da Europa ganhou uma quota de mercado significativa e está hoje firmemente no radar dos investidores internacionais”. Jaime Pascual-Sanchiz acrescenta que “a região beneficiou do desenvolvimento de um universo mais amplo e líquido de ativos de living, como residências para seniores, cuidados continuados e alojamento para estudantes, a par de fundamentos muito sólidos no segmento de hospitality, suportados por uma procura turística estruturalmente robusta”.

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