A oferta de saúde privada continua em crescimento no mercado nacional, ao mesmo tempo que os problemas no SNS se agravam. Muitas famílias vêm na saúde privada uma solução mais rápida para os seus problemas urgentes, potenciando assim o crescimento deste mercado.
Segundo os dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), recolhidos por um inquérito realizado junto dos operadores e divulgados esta semana, o setor da saúde privada realizou, durante o ano passado, mais de 10,8 milhões de consultas de especialidade, 1,46 milhões de episódios de urgência e um total de 283.938 cirurgias. Em média, os hospitais privados portugueses, que já representam cerca de metade da oferta nacional, realizaram mais de 29 mil consultas e cerca de 800 cirurgias por dia. Este número cresceu cerca de 2% face a 2024.
Também o número de partos nos hospitais privados aumentar consideravelmente, em torno dos 8%, atingindo os 16.317 nascimentos. A única área que registou um decréscimo foi a da urgências, que reduziu a procura em 5,5%.
“Os resultados deste inquérito demonstram o nível de maturidade atingido pela hospitalização privada em Portugal. Por um lado, o número mais impressionante é o dos 312 milhões investidos em 2025, num esforço que tem sido constante para apetrechar devidamente as unidades”, diz Oscar Gaspar, presidente da APHP.
A associação deste setor revelou ainda que o investimento das empresas deste setor se manteve elevado, tendo investido perto de 312 milhões de euros na abertura de novas unidades, na modernização tecnológica e no reforço da capacidade instalada. Em jeito de balanço, a APHP refere que atualmente, os hospitais privados contam com 105 equipamentos TAC, 111 ressonâncias magnéticas, perto de 500 ecógrafos e 170 equipamentos de raio-X. “Em 2025 foram realizados 1,9 milhões de ecografias (+8%), mais de 806 mil TAC (+3%) e mais de 605 mil ressonâncias magnéticas (+9%). No caso dos Raio-X houve uma retração de cerca de 2%, eventualmente relacionada com a evolução das urgências”, pode ler-se no comunicado.
“Os resultados deste inquérito demonstram o nível de maturidade atingido pela hospitalização privada em Portugal. Por um lado, o número mais impressionante é o dos 312 milhões investidos em 2025, num esforço que tem sido constante para apetrechar devidamente as unidades. Por outro lado, confirma-se que os hospitais privados têm um papel central na saúde dos portugueses e que têm capacidade para uma colaboração mais estratégica e articulada com o setor público, em prol da melhoraria de acesso e de resposta global do sistema de saúde” refere em comunicado, Oscar Gaspar, presidente da APHP.





