Se imaginarmos uma casa bonita, quase nunca fazemos o exercício de pensar no projeto que lhe deu vida, nos materiais de construção que permitiram que as paredes se erguessem e, muito menos, em todas as micro e macro decisões de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (ID&T) de materiais, que tiveram de ser tomadas em salas de reuniões, para que a estrutura e os acabamentos tenham aquela função. São, muitas vezes, resultado de centenas de horas de tentativas e erros, em laboratório.
É muito curioso pensar, num mundo tão focado na estética final, como raramente paramos para pensar na química e na engenharia que mantêm as estruturas de pé: é essa inovação invisível, que existe no setor da construção, que define a longevidade, a eficiência e a sustentabilidade do que construímos. Empresas como a Consoc Industries mostram como o futuro do setor começa muito antes de assentar o primeiro tijolo

Investimento em prol da inovação dos materiais
Com unidades de produção industrial em Vila Nova de Famalicão, a Consoc Industries é detentora das marcas Fábrica das Casas, Holz Industry, Stalin e Woodi e afirma-se como a maior fabricante nacional de construção modular. Desenvolve e produz modelos de construção, componentes e peças, para habitação, hotéis e serviços, nos mais de 20.000m2 de espaço industrial produtivo, que inclui um laboratório técnico de desenvolvimento de produtos e testes. É a base do método construtivo da Consoc, que combina inovação, sustentabilidade e eficiência, transformando a forma como o setor constrói.
No mercado há mais de 18 anos, a empresa integra, há cinco anos consecutivos, o Top 10 nacional em Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, partilhando esta distinção com empresas nacionais e subsidiárias internacionais de setores como o farmacêutico, combustíveis, energias renováveis, telecomunicações e aeronáutica. Em anos anteriores, foi ainda distinguida como Empresa Inovadora pela COTEC e pela ANI, a Agência Nacional de Inovação. A Consoc já investiu mais de 28 milhões de euros no desenvolvimento de novos materiais, técnicas de produção e inovação de produto, um investimento sustenta uma capacidade produtiva superior a 240 unidades anuais, das quais mais de 80% são destinadas ao mercado nacional.
Modernização e sustentabilidade são palavras-chave
Fundada a partir do objetivo de modernizar e otimizar os custos da produção industrial e melhorar os consumos energéticos do processo produtivo, evidencia-se como pioneira no setor. Foi pelas mãos do arquiteto Márcio Paiva, a 31 de março de 2008, que a empresa nasceu. Surgiu como uma nova alternativa dentro do setor de ID&T, com a vantagem de desenvolver produtos com marca própria. As suas atividades estão assentes em 4 grandes pilares: a Construção Modular e Rápida representa o núcleo forte da sua atuação, com foco na construção eficiente e sustentável, através de componentes que permitem uma montagem rápida e adaptável em qualquer parte do mundo.
O segundo pilar é o da Investigação e Inovação, focado no desenvolvimento de novos materiais e soluções tecnológicas, usadas em setores exigentes como aeronáutica, automóvel, energia e pré-fabricação. Paralelamente, a empresa é responsável pela Fábrica das Casas, marca dedicada à comercialização de modelos de habitação pré-fabricada, que traduz para o mercado final o seu know-how técnico e industrial. Por fim, o pilar de Franchising apoia a expansão do seu método construtivo a nível global, através de uma rede de arquitetura e engenharia.
Crescimento à vista, mas com pés bem assentes em Portugal
Com uma unidade de produção em Espanha e de representação em França, não deixa que as coordenadas portuguesas desapareçam do seu mapa de investimentos: segundo o presidente do conselho de administração, o arquiteto Márcio Rafael Paiva, é em Portugal que “se mantém o foco do investimento, a base da equipa de técnicos qualificados, que lhe permitem inovar todos os anos”. A expansão natural da empresa exigirá a abertura de novas unidades de produção junto dos mercados de venda, preservando em Portugal o centro de investigação e desenvolvimento de novos produtos e metodologias de produção. Os modelos produzidos pela Consoc apresentam um impacto ambiental até 90% inferior quando comparados com os métodos de construção tradicionais, fruto de uma análise muito rigorosa do ciclo de vida dos produtos, considerada em todas as fases do processo industrial. Com essa abordagem, a produção torna-se mais inteligente e responsável: usam-se matérias-primas de forma consciente, evita-se desperdício de tempo e materiais, e cada etapa do processo procura gastar o mínimo de energia possível. Um exemplo para a indústria nacional.





