Faleceu hoje o jornalista e escritor Mário Zambujal

Faleceu hoje, apenas uma semana após ter completado nove décadas de vida, o jornalista e escritor Mário Zambujal. O autor deixou uma extensa obra marcada pelo humor, pela acutilância e pela crítica social, e marcou para sempre o panorama da literatura e da comunicação em Portugal. Mário Zambujal nasceu em Moura, Alentejo, em 1936. Viveu…
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Com 90 anos acabados de completar, Mário Zambujal, autor do irreverente livro "A Crónica dos Bons Malandros", lançado em 1980, faleceu hoje, deixando a sua marca na literatura moderna nacional.
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Faleceu hoje, apenas uma semana após ter completado nove décadas de vida, o jornalista e escritor Mário Zambujal. O autor deixou uma extensa obra marcada pelo humor, pela acutilância e pela crítica social, e marcou para sempre o panorama da literatura e da comunicação em Portugal.

Mário Zambujal nasceu em Moura, Alentejo, em 1936. Viveu na Amareleja e no Algarve até rumar a Lisboa. Foi, desde sempre um contador de histórias e publicou o seu primeiro conto, num jornal, com apenas 15 anos. Iniciou a sua vida profissional como jornalista, em 1961, no jornal A Bola, e cinco anos depois estava a trabalhar no Diário de Lisboa, seguindo-se o Record, na época liderado por Artur Agostinho.

A sua estreia no mundo da ficção deu-se com a obra “Crónica dos Bons Malandros”, em 1980, uma história irreverente, bem ao seu estilo, que conta as desventuras de uma quadrilha de simpáticos larápios que planeiam assaltar o Museu Calouste Gulbenkian para roubar joias Lalique.

Uma década depois de iniciar a sua carreira como jornalista entre no jornal O Século, jornal para o qual trabalhava como chefe de redação quando se deu a Revolução do 25 de Abril. Passou para a direção do Mundo Desportivo e mais tarde ingressa no Diário de Notícias, e foi ainda director do jornal 7, tendo ingressado posteriormente nba RPT. Neste canal foi apresentador do programa Grande Encontro. Colaborou ainda em diversos programas de rádio.

A sua estreia no mundo da ficção deu-se com a obra “Crónica dos Bons Malandros”, em 1980, uma história irreverente, bem ao seu estilo, que conta as desventuras de uma quadrilha de simpáticos larápios que planeiam assaltar o Museu Calouste Gulbenkian para roubar joias Lalique. Esta obra foi alvo de uma produção cinematográfica e de uma série. Sem se levar muito a sério como escrito, disse, a propósito desta obra que era «um trabalho de jornal que por acaso é ficção». Seguiram-se muitos outros, como o “Histórias do Fim da Rua”, segundo livro de ficção editado três anos mais tarde, e outro marcante da sua carreira, o livro “À noite logo se vê”. Deixou-nos hoje o escritor, mas a sua obra permanece nas nossas memórias.

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